Cinema

'As Tartarugas Ninja - Fora das Sombras' é a maior estreia da semana

Sequência da aventura foi lançada também em cópias 3D 

Por: Miguel Barbieri Jr.

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Se existe uma sequência dispensável esta é Tartarugas Ninja - Fora das Sobras, o maior lançamento nos cinemas desta quinta (16). A segunda estreia quase do mesmo porte vale mais a pena: é o drama romântico Como Eu Era Antes de Você, inspirado no livro homônimo da inglesa Jojo Moyes. 

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Também tem seu valor o drama francês Vida Selvagem, inspirado em inusitado caso real sobre uma radical separação entre pais e filhos. Pelo elenco, dá para conferir Doce Veneno, com os franceses Vincent Cassel e François Cluzet, e o nacional Big Jato, com atuação superlativa de Matheus Nachtergaele, premiado no Festival de Brasília.

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E por falar em cinema nacional, a semana tem duas bombas brasileiras: o paulistano Mundo Deserto de Almas Negras e o carioca Vampiro 40 Graus. 

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  • Inspirado no livro de traços autobiográficos do jornalista Xico Sá, o drama conquistou cinco prêmios no Festival de Brasília 2015, incluindo melhor filme. É, certamente, o longa-metragem mais leve (e também o mais frouxo) do pernambucano Claudio Assis, autor de petardos como Amarelo Manga e Febre do Rato. Matheus Nachtergaele, em papel duplo, rouba a cena e acaba salvando o programa. No interior de Pernambuco, o adolescente Xico (Francisco de Assis Moraes) acompanha o pai (Nachtergaele) na boleia do Big Jato, um caminhão de limpar fossa. O garoto, que gosta de poesia, não tem afinidade com o pai e prefere conversar sobre a vida e o futuro com o tio radialista (também Nachtergaele). Trata-se de um comum rito de passagem para a vida adulta com conflitos registrados sem a ousadia dos trabalhos anteriores do realizador. Estreou em 16/6/2016.
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  • Tinha tudo para ser uma água com muito açúcar. Mas, inspirada no livro de Jojo Moyes (em roteiro escrito pela própria), a adaptação acerta no tom e se distancia do chororô forçado. A Cinderela da vez é Lou Clark (papel de Emilia Clarke, do seriado Game of Thrones), uma moça simplória do interior inglês que sustenta a família e namora um sujeito com quem não tem muita afinidade. Quando perde o emprego de garçonete, Lou tira a sorte grande ao ser contratada como cuidadora de Will Traynor (Sam Claflin, da cinessérie Jogos Vorazes). Esse rapaz milionário mora, literalmente, num castelo e sofreu um acidente que o deixou tetraplégico. Sem nenhuma habilidade para a profissão, Lou vira uma companhia diária e chama a atenção dele pelo figurino exótico e pela espontaneidade. Traynor, depois da tragédia, tornou-se um homem amargo, recluso e sarcástico. A atração entre eles caminha sutilmente e, aos poucos, a trama vai sendo pontilhada por detalhes surpreendentes até chegar a uma conclusão imprevisível — nem por isso menos comovente. Estreou em 16/6/2016.
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  • Comédia dramática

    Doce Veneno
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    Os franceses Laurent (Vincent Cassel), divorciado, e Antoine (François Cluzet), prestes a se separar, levam suas respectivas filhas, Maria (Alice Isaaz) e Louna (Lola Le Lann), para passar uma temporada de verão na Córsega. Enquanto as jovens se esbaldam nas baladas, os tiozinhos controladores ficam contando as horas para as meninas voltarem para casa. A fim de dar certa pimenta à história, Louna, de 17 anos, começa a provocar sensualmente o pai de sua amiga e, de tanto tentar uma aproximação, acaba se apaixonando. A comédia dramática até funciona nos momentos de humor, mas o tratamento do conflito romântico do inusitado casal é raso. O desfecho, embora escape da lição de moral, também desaponta. Estreou em 16/6/2016.
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  • Drama

    Doonby
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    O cinquentão Sam Doonby (John Schneider) pega carona numa estrada e chega a uma pequena cidade do Texas. Lá, passa a trabalhar de barman e, a qualquer sinal de perigo, esse homem misterioso está prestes a ajudar. A cara de telefilme démodé evidencia a carência da produção, que atinge do fraco elenco ao roteiro de situações forçadas. O desfecho do drama, contudo, surpreende com sua mensagem espírita e, guardadas as devidas proporções, traz certa semelhança com o fabuloso clássico A Felicidade Não Se Compra (1946). Estreou em 16/6/2016.
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  • A foto existe e foi tirada em 21 de dezembro de 1970. O que se disse, porém, no Salão Oval da Casa Branca é imaginação dos roteiristas de Elvis & Nixon. Explica-se: Elvis Presley (interpretado por Michael Shannon), rei do rock e famoso mundialmente, desconfiava que a juventude estava perdida em meio às drogas e encasquetou em virar um agente do FBI disfarçado. Tinha porte de armas e não andava sem elas. Acompanhado do amigo Jerry Schilling (Alex Pettyfer), foi até um dos portões da Casa Branca para pedir uma audiência com o então presidente Richard Nixon (papel de Kevin Spacey). O caso chegou a dois assessores e, para passar um verniz na já arranhada imagem do chefe, eles o aconselharam a receber o cantor. O melhor do longa-metragem concentra-se, é claro, nesse encontro inusitado e, para satisfação do público, muito divertido. Shannon e Spacey não se parecem com seus personagens e, por isso mesmo, a caricatura (no bom sentido) acaba sendo a melhor saída. Estreou em 16/6/2016.
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  • A generosidade de Paulina, interpretada por Dolores Fonzi, é tão grande que ela aceita dar uma reviravolta na vida mesmo tendo prejuízo. Advogada bem-sucedida e filha de um juiz, a jovem sai de Buenos Aires para ser professora de adolescentes em uma área rural na fronteira do Paraguai. Ao voltar para casa após uma noite de bebedeira com uma amiga, a moça acaba sendo atacada por uma gangue e estuprada. A partir daí, as decisões da protagonista de Paulina vão, certamente, acirrar discussões depois da sessão. Em narrativa dinâmica, alternando momentos de antes e depois do ocorrido, o diretor Santiago Mitre apresenta uma personagem de ideias e ideais fortes que, mesmo julgada pelo pai e pelo namorado, segue seus propósitos. Estreou em 16/6/2016.
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  • Não deixa de ser curioso e louvável produzir um filme com elenco predominantemente negro. O problema, porém, é que, mesmo invertendo papéis, o drama cai no lugar-comum. Sidney Santiago interpreta Oscar, um advogado (negro) que, meio a contragosto, aceita levar um celular para um presidiário, a pedido de um poderoso cliente (branco). Ao fim da negociação, ele é assaltado e tem o aparelho roubado. Numa São Paulo tomada por ataques de uma facção criminosa, o roteiro explora a violência e a corrupção de forma estereotipada. Além da pavorosa direção de arte, há atuações constrangedoras. Estreou em 16/6/2016.
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  • Com a ajuda do cientista Baxter Stockman (Tyler Perry), o vilão Shredder (Brian Tee) planeja conquistar o mundo. Entram, então, em cena as tartarugas mutantes Michelangelo, Donatello, Leonardo e Raphael, que precisam impedir a ameaça mundial. Dois anos depois de invadirem os cinemas, os heróis já estão de volta para uma nova aventura, ainda acompanhados da jornalista April (Megan Fox) e, agora, também pelo policial Casey Jones (Stephen Amell, do seriado Arrow). Um roteiro muito infantil não combina com o tom de violência da trama. Com efeitos visuais de gosto duvidoso e montagem irritantemente frenética, a trama se arrasta na previsibilidade. Forte candidato a sequência mais dispensável do ano. Estreou em 16/6/2016.
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  • A atriz argentina Martina Stoessel conquistou o sucesso como Violetta no seriado homônimo. Agora, a estrela dos adolescentes participa de uma aventura durante o verão deixando para trás a personagem que a consagrou. Estreou em 16/6/2016.
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  • Torturado durante a ditadura militar, o veterano diretor Telmo (Carlos Alberto Riccelli) é convidado por um velho amigo a retomar as atividades para a reabertura de um teatro público. Pressionado pela jovem namorada e atriz (Georgina Castro), o protagonista decide reviver o passado nos palcos. O drama, então, mistura cenas da criação da peça, do espetáculo já pronto e, buscando o registro real, há também depoimentos de ex-torturados. Difícil encontrar alguma novidade num roteiro para lá de didático sobre um tema já melhor explorado em documentários e tramas de ficção. Ao contrário dos outros atores, Riccelli consegue imprimir verdade em seu personagem. Estreou em 16/6/2016.
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  • Comédia / Terror

    Vampiro 40º
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    Não seria nada mau “ressuscitar” a comédia de terror nacional, gênero cujo expoente é o diretor Ivan Cardoso, em filmes como As Sete Vampiras (1986). Mas o que se tem aqui revela-se um cinema pretensioso na forma e no conteúdo. Todo filmado em estúdio, o filme possui uma estética irritante, feita de imagens sobrepostas e “cara” de HQ, algo como um arremedo de Sin City. Para piorar, a trama, além de confusa, ganha uma narrativa artificial e, muitas vezes, insuportável. A história, tola, repleta de situações de mau gosto e erotismo vulgar, gira em torno de Vlak (papel do cantor Fausto Fawcett), um vampiro da Transilvânia que quer controlar o tráfico no Rio de Janeiro. Estreou em 16/6/2016.
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  • Paco (Mathieu Kassovitz) conheceu Nora (Céline Sallette) numa comunidade hippie. Ela já era mãe de um garotinho e eles decidiram juntar os trapos, formar uma família e viver em meio à natureza. Quando os dois filhos que tiveram juntos tinham 7 e 8 anos, Nora cansou de morar dentro de um trailer no meio do mato. Pegou as três crianças e foi para a casa de seus pais. Inconformado, o marido a localizou. O juiz, então, deu uma sentença. Paco não aceitou e, um ano depois, tomou uma atitude drástica. Para surpreender o espectador, não convém ir muito além na história do drama Vida Selvagem, extraída de um caso real. Muito habilidoso na condução, o diretor francês Cédric Kahn joga a plateia numa complexa discussão sobre a melhor maneira de educar os meninos. Enquanto o idealista Paco prefere vê-los longe da sociedade de consumo, Nora quer deixá-los seguir o curso, digamos, natural. Sem julgamento moral dos personagens, o roteiro examina, sobretudo, a superproteção em família e como uma convivência praticamente enclausurada pode sufocar os relacionamentos. Estreou em 16/6/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO