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Cinco peças para conferir sem esfolar a carteira

Cartas Libanesas está entre os espetáculos recomendados

Por: Veja São Paulo

Cartas Libanesas
Eduardo Mossri: monólogo dirigido por Marcelo Lazzaratto (Foto: Felipe Stucchi)

Confira cinco peças em cartaz em São Paulo para conferir sem esfolar a carteira:

  • Em agosto de 2013, o drama musical da Cia. do Tijolo cumpriu discreta temporada de um mês no Sesc Pompeia. As três indicações ao Prêmio Shell, com entrega prevista para terça (18/3/2014), jogaram nova luz sobre a montagem. A base veio da peça Mariana Pineda, escrita por Federico García Lorca em 1925. Nela, a personagem-título desafia os monarquistas ao bordar uma bandeira para os liberais. Acaba presa e morre sem delatar os colegas. Em 1936, Lorca teria fim semelhante como vítima da Guerra Civil Espanhola. A direção de Rogério Tarifa e Rodrigo Mercadante costura os dois episódios com a ditadura militar brasileira. Em meio aos ensaios de uma produção teatral, sete atores e quatro músicos cruzam histórias sem delimitar ficção e realidade. A vigorosa Lilian de Lima interpreta Mariana, enquanto Mercadante representa um convincente Lorca. Entre os dois protagonistas, circulam expoentes da nossa história, como a militante Iara Iavelberg (1944-1971), o operário Manoel Fiel Filho (1927-1976) e a diretora de teatro Heleny Guariba (1941-1971). Composta por Jonathan Silva, a trilha sonora funde ritmos brasileiros aos sons tradicionais da Andaluzia nesse espetáculo que dura três horas mas se faz oportuno por fortalecer a reflexão sobre o autoritarismo. Com Fabiana Vasconcelos Barbosa, Dinho Lima Flor e Thaís Pimpão, entre outros. Estreou em 25/7/2013. Até 22/6/2015.
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  • Monólogo dramático

    Cartas Libanesas
    VejaSP
    Sem avaliação
    Marcelo Lazzaratto dirige o monólogo dramático Cartas Libanesas, de José Eduardo Vendramini, indicado ao Prêmio Shell de melhor texto do ano. Disposto a prosperar como mascate, um libanês (papel do desenvolto Eduardo Mossri) se muda para cá no início do século XX. Ao mesmo tempo em que se encanta com o Brasil, precisa enfrentar o preconceito, as difculdades com a língua e a saudade da família e da terra-mãe. O espetáculo mostra a importância da trajetória de grupos de outras nações na construção do país. Desenvolvida a partir de relatos verídicos de estrangeiros, a peça conta com apenas um microfone e uma mala como elementos cênicos. O figurino foi criado por Fause Haten. Estreou em 20/3/2015. Até 27/9/2015.
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  • Dirigida por Roberto Lage, a comédia é inspirada em história ocorrida nos bastidores das filmagens do clássico ...E o Vento Levou (1939). Em cena, o produtor, o roteirista, o diretor e a secretária enfrentam uma situação desesperadora: o prazo para concluir o roteiro está estourado e a produção da fita não pode atrasar. Um afiado elenco, formado por Isser Korik, Henrique Stroeter, Fábio Cadôr e Luzia Meneghini, encontra um texto surpreendente, inteligente e cheio de ironia, que oferece a todos um espaço para brilhar. Estreou em 04/10/2011. Até 28/5/2015.
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  • Depois do bem-sucedido As Criadas, o diretor Eduardo Tolentino de Araújo decepciona no drama de suspense do francês Jean Genet (1910-1986). Na trama, sete criminosos ocupam um andar de um hotel em Paris. A polícia está sem ação e a filha de um milionário vira refém. Falta clima, tensão e, principalmente, energia nas interpretações do numeroso e desentrosado elenco para a montagem ir além das palavras de Genet. Com Adriano Bedin, André Luiz Rossi, Bruno Barchesi, Cesar Baccan, Fernando Rocha, Julio Mancini, Michel Waisman e Sergio Mastropasqua. Estreou em 22/5/2015. Até 21/8/2015.
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  • O Grupo Redimunho de Investigação Teatral dá sequência à pesquisa sobre o sertão mineiro com o drama. Um paralelo entre a mulher que vive nos centros urbanos e a figura feminina oculta no romance Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, move a encenação itinerante. O espetáculo sai da sede do grupo, passa pela Ladeira da Memória, vai até a Rua Xavier de Toledo e o Teatro Municipal, encerrando-se na Rua Formosa.  Estreou em 28/10/2013. Até 27/7/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO