A opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2282

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Cartas - 2283
(Foto: Veja São Paulo)

ASSUNTOS MAIS COMENTADOS

Matthew Shirts: 41% Dia dos Pais: 23% Ivan Angelo: 9% Outros: 13%

Dia dos Pais

Parabéns à revista pela excelente reportagem sobre nós, “pais velhos” (“Delícia de confusão”, 15 de agosto). Tenho uma filha de 34 anos, um garotão de 10 e uma neta de 1 ano. Sou privilegiado e me sinto ainda um menino. Obrigado pela homenagem.

DOUGLAS SEKLER

Em meu nome e no de minha família, agradeço de coração o presente que a equipe de VEJA SÃO PAULO nos proporcionou. Trata-se de um daqueles momentos únicos na vida da gente que servem de recordação eterna. Achei o trabalho muito legal, parabéns a todos!

FERDINANDO ANTÔNIO GUERRA

Quando nasci, meu pai tinha 50 anos e três filhos de um casamento anterior. Nossa relação sempre foi muito intensa e deliciosa. Porém, os pais mais velhos também precisam pensar no impacto que a idade causa nas crianças. Desde que me entendo por gente, sempre senti pânico de perdê-lo. Ele faleceu aos 80 anos, quando eu tinha 29. Só eu sei o que foi vivenciar o desespero de ambos quando ele estava na UTI. O desenvolvimento da relação é uma delícia, mas, quando o falecimento é prematuro, pode ser difícil para os filhos desses pais heróis.

ANA JÚLIA VAZ PINTO

É inegável o aumento da autoestima dos pais maduros e de sua motivação para redobrar os cuidados com a saúde, a forma física e a alimentação. Gostaria de comentar sobre a outra face dessa moeda: seria igualmente satisfatório para os filhos ter pais mais velhos? A reportagem mostra homens bem estruturados financeiramente e tudo parece alegria. Mas conheço casos reais de genitores pobres que deixam como herança aos seus filhos mais velhos a responsabilidade emocional e financeira sobre irmãos menores. Não raro, essas relações geram ciúme e desavenças. Não me parece muito saudável ter filhos na maturidade (na maioria das vezes, usando técnicas de fertilização). Vejo isso mais como uma consequência, um “custo” pago por quem inicia relacionamento com parceira jovem.

MARIA JOSÉ MARINA BOLIVIA

Eleições

Como mostra a reportagem “Forró, missa e o que mais vier pela frente” (15 de agosto), a eleição é uma festa só. Os candidatos se transformam e fazem tudo o que normalmente não fariam nem com pagamento de cachê. É uma “enganation”, literalmente. Podemos dizer que são verdadeiros atores, com direito a ganhar um Oscar pela cara de pau. Nem óleo de peroba resolve isso. Mas o Ph.D. de toda essa encenação é o Gabriel Chalita (PMDB), que trocou de partido para viabilizar sua candidatura e se agarrou à Igreja como um náufrago segura uma boia.

KALED BARUCHE

Hospital veterinário

O hospital veterinário público de São Paulo é uma iniciativa que deveria ser seguida por todo o país (“O ‘SUS’ dos pets”, 15 de agosto). A grandeza de uma nação pode ser medida pelo modo como seus animais são tratados, disse Mahatma Gandhi.

JULIANA BOULOS

Terraço Paulistano

Discordo totalmente da afirmação feita pela empresária Elisa Tavares que dá título à nota “Em casamento, tudo é permitido” (15 de agosto). Nem tudo pode. Por exemplo, não dá para aceitar falta de educação, ostentação desmedida, confusão entre casamento e desfile de escola de samba, decotes ousados na igreja, madrinhas de preto...

NICOLAU AMARAL

Matthew Shirts

Há tempos um texto não me emocionava tanto (“Tecnologia paterna”, 15 de agosto). A missão de escrever uma crônica para o Dia dos Pais não deve ser tarefa fácil, mas você o fez de forma brilhante. Começou falando da questão da maturidade e seguiu narrando com bom humor — aliás, sua marca registrada — a relação do seu pai com a tecnologia. O último parágrafo me arrancou lágrimas. Tenho certeza de que tocou de verdade o coração daqueles que, como eu, não têm mais seus pais neste dia tão especial.

ADRIANA USTULIM

Gosto de suas crônicas. Achei muito bonita a última delas. Meu pai era analfabeto. Não curtia tecnologia, mas era inteligente e sagaz. Sinto muita saudade dele. Continue nos presenteando com suas boas ideias.

MARIA CEILA TEIXEIRA

Estou na Inglaterra, onde o Dia dos Pais não é celebrado em agosto. Apesar disso, não pude deixar de recordar o meu, que também já faleceu. Não se esqueça de escrever outra crônica informando onde comprar o celular que completa ligações para o céu.

MIRA MELLOR

Seu Armando, meu pai, teria completado 86 anos em 11 de agosto (partiu em 1999, aos 72 anos). Morávamos em um bairro humilde. Foi o primeiro a ter carro na vizinhança, na década de 50; curtiu muito o nosso primeiro telefone; ficava empolgado com o computador; vivia procurando assunto para ligar para mim no celular. Nos últimos tempos, distraía-se jogando paciência no meu computador. Desde 1999, tenho a certeza de que a saudade dói fisicamente. Serei a segunda da fila quando lançarem o celular para falarmos com o céu.

MARGARIDA SANTI

Confesso, fiquei incomodado quando li a despedida do antigo escritor das crônicas quinzenais de VEJA SÃO PAULO. Fiquei mais incomodado ainda quando soube que o novo autor seria você. “Mas que gringo pretensioso”, pensei com meus botões. Li o primeiro artigo com aquele desdém típico de quem está contrariado, mas gostei. O segundo desceu mais fácil. Daí por diante, conto os dias para essa leitura que me agrada tanto. Acho que não existe um estrangeiro tão paulistano quanto você. Espero continuar lendo seus textos por muito tempo.

PAULO MAGALHÃES JUNIOR

Ivan Angelo

Ainda que um pouco atrasado, não posso deixar de registrar quão tocante foi a crônica “Cadê o crooner?” (8 de agosto). É como uma travessia do tempo, e eu me sinto privilegiado por também haver feito essa travessia.

JOSÉ CARLOS NEVES

Ivan, obrigado pelas lembranças. Tenho 39 anos e convivi com parte dos personagens mencionados. Por onde anda o lanterninha do cinema?

JOÃO PAULO CHRESTESEN

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Fonte: VEJA SÃO PAULO