A Opinião do Leitor

Cartas sobre a edição 2257

Por:

Cartas 2258
(Foto: Veja São Paulo)

Maternidade tardia

Gostaria de parabenizar a revista pela reportagem “Em tempo de ser mãe” (22 de fevereiro). Engravidei de maneira natural aos 42 anos, depois de ter passado por dois anos de hemodiálise e ter sido transplantada. Um ano após o transplante, em 2007, meu marido e eu começamos as tentativas de engravidar sob orientação da equipe nefrológica, mas não obtivemos sucesso. Depois de conformados, já pensando em desistir, minha gravidez apareceu inesperadamente em dezembro passado. Ser transplantada e estar grávida é um sonho multiplicado.

LILIANA LUCIA FORNERIS

Tenho 40 anos e há cinco tento engravidar (sofri um aborto espontâneo e me submeti a três fertilizações seguidas sem sucesso). Em alguns momentos, perdemos a esperança e até a fé na medicina. Mas ao ler os relatos dessas mulheres — verdadeiras lutadoras — fico mais confiante de que nosso bebê um dia virá. Enquanto houver óvulos (e espermatozoides) há esperança.

ANA COMASSETTO

Lindíssima a foto da capa. Felicidade plena estampada no rosto da mamãe orgulhosa e no rostinho da filhinha encantadora!

DIORAMA MENDES DA SILVA

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Ao ler a reportagem, indentifiquei-me em vários aspectos com todas as mães entrevistadas. Tenho 47 anos, estou em meu segundo casamento, sou mãe de um bebê de 1 ano e já havia sido mãe aos 20 anos. Mas, ao contrário de todas elas, optei por ser mãe novamente aos 46 anos através da adoção.

ADELISA SILVA

Para quem convive com mães de meia-idade, a realidade parece ser outra. Muitas sofrem com depressão, problemas de autoestima (o corpo demora muito mais para voltar à forma depois da gravidez), falta de disposição para acompanhar a criança, noites maldormidas, sentimento de culpa constante e, muitas vezes, falta de paciência e parceria do cônjuge que tanto forçou a situação. Acredito que as mulheres desta nova geração vivem uma transição sofrida entre ser uma mulher bem-sucedida e alcançar a tão sonhada maternidade. Querer filhos não é como desejar o carro dos sonhos ou a faculdade no exterior. Filho não é um ser inanimado. A natureza não é injusta por conferir à mulher uma idade-limite para se tornar mãe.

VANESSA DA CONCEIÇÃO PIRES

Confesso estar ficando arredia com o comportamento dos pais mais velhos em restaurantes, bares, cabeleireiros e hotéis. Muitos deles deixam seus rebentos tardios fazerem o que bem entendem, ainda que estejam incomodando todos à volta. Parecem seguir o lema “meu filho, minha vida”, o que não os exime de educar seus filhos e tratá-los como filhos, não como netos.

CELIA PUTINI

Urbanismo

Parabéns aos moradores da Vila Madalena (“A novela da Vila Madalena”, 22 de fevereiro) por colocar limites ao crescimento horizontal desordenado, o que vem piorando ainda mais o trânsito da cidade. Sou moradora do Itaim Bibi e tenho me desdobrado para defender o chamado quarteirão da cultura, área que reúne creche, escolas, posto de saúde e biblioteca, e onde há planos de construir enormes torres residenciais. É uma batalha travada contra quem deveria, antes de tudo, administrar e cuidar da cidade: a prefeitura.

ANA CAROLINA SALEM VANOSSI

Mistérios da Cidade

Excelente a notícia da restauração da Vila Itororó, no Bixiga (“De volta ao passado no Bixiga”, 22 de fevereiro). Trata-se de um centro de memórias de ícones culturais como o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e a Companhia Cinematográfica Vera Cruz, que também inclui bares, restaurantes e outros equipamentos culturais. Esperamos um excelente projeto, que justifique os 50 milhões de reais previstos nessa revitalização. Afinal, não adianta reunir prédios históricos se eles estiverem deteriorados.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

Comida

Desde 1964 servimos pizza na hora do almoço em nossa casa em Campos do Jordão. Aprendemos com nosso vizinho daquela época, um italiano, como é delicioso fazer pizza em casa, em forno a lenha, e servi-la no almoço. E é bem mais leve do que comê-la à noite.

LIVIO GUIDA

Ivan Angelo

Ivan Angelo captou o espírito paulistano em relação ao Carnaval (“Atrás do trio elétrico”, 22 de fevereiro). Algum carioca deve ter unido o Carnaval ao samba, pois essa relação só existe no Rio de Janeiro. Em Pernambuco, é frevo, e na Bahia, axé. Paulistanos gostam mesmo é de rock. Quem sabe se uníssemos rock e Carnaval a festa rolaria por aqui?

ANA CRISTINA NAVARRO ABREU

Espero que São Paulo continue assim nos carnavais que virão. E quem gosta de barulho, confusão e multidão que se mande da cidade.

ANTÔNIO JOSÉ MARQUES

 

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