A Opinião do leitor

Cartas sobre a edição 2241

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Capa da edição 2241
Capa da edição 2241 (Foto: Veja São Paulo)

Assuntos mais comentados

Bafômetro (capa) 40%

Do luto à luta 20%

Ivan Angelo 10%

Ensino técnico 7%

Outros 23%

Bafômetro

A Lei Seca é mais uma lei ineficaz, mal-elaborada, temerosa de punir os criminosos do volante (“Só o bafômetro não assusta”, 2 de novembro). O bafômetro deve ser obrigatório, os infratores devem ter a carteira de habilitação suspensa por um ano na primeira vez, além de pagar multa equivalente a dez salários mínimos e de ter decretada a prisão, inafiançável. Na reincidência, perderão a carteira definitivamente, além de ser multados mais uma vez e conduzidos novamente à prisão. Com essas medidas, teremos a certeza da diminuição drástica dessa prática criminosa.

MAURO ASPERTI

É preciso rigor nos exames psicotécnicos. Que tal fazer exames médicos mais minuciosos e uma análise psicológica para saber se o candidato tem condições psíquicas para dirigir um automóvel? Senhores de quepe, e as grandes vias nas regiões periféricas? Nas avenidas Aricanduva, Jacu-Pêssego, Mateo Bei e Ragueb Chohfi encontro muitos motoristas com uma mão no volante e outra na latinha de cerveja.

LUÍS DELCIDES SILVA

Sou baladeira, bebo, sim, mas não preciso esperar punição do poder público nem mesmo conselhos de papai. O meu prazer não pode pôr em risco a vida de outras pessoas. Vou e volto de táxi.

FERNANDA BAROLLO SFORCIN

O bafômetro deveria ser apenas mais um instrumento para auxiliar o policial em sua tarefa. Como bem disse na reportagem o médico José Montal, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego: “O interesse do indivíduo não pode ser levado em conta quando a sociedade está sob ameaça”. É assim em qualquer lugar do mundo: penas altíssimas, prisões, indenizações e vergonha pública. Temos de mudar as leis. Chega de impunidade e maus exemplos. Precisamos de fiscalização ostensiva. Só assim reduziremos esses índices.

EDUARDO PEREIRA

Fiquei impressionada com a forma como o interesse de todos fica abaixo do individual em nosso país. Porém, o interesse coletivo se torna individual quando alguém que amamos é atingido. Temos de aceitar o álcool como algo que faz parte do dia a dia e aumentar a fiscalização em todos os lugares. Nas noites de sexta, sábado e domingo, vejo dezenas de jovens comprando bebidas nos supermercados. Dali para a rua é um passo.

VERA MARIA DE MEDEIROS NASCIMENTO

Além da aplicação de penalidades, é preciso pensar em alternativas para desencorajar quem costuma dirigir após consumir bebida alcoólica. O valor do táxi na cidade é altíssimo, principalmente quando comparado ao do Rio de Janeiro. Moro na Vila Andrade (Zona Sul) e para ir à Vila Madalena (Zona Oeste) no último sábado e voltar para casa gastei a bagatela de 100 reais, mais do que consumi a noite inteira. Infelizmente o transporte coletivo não é viável. Enquanto o poder público não oferecer outros meios, a impunidade continuará vigorando em São Paulo.

ADRIANA PIOVESAN

A SPTrans, a CPTM e o Metrô deveriam estabelecer um transporte noturno regular por toda a cidade. Essa é a alternativa mais eficiente para reduzir a mistura de álcool e direção que acontece todos os fins de semana em qualquer capital brasileira. Não podemos contar com os táxis porque são caros, muito caros. E escassos. Para nossa cidade transporte público com regularidade seria o suficiente.

RENATO SANTANA

Mais uma vez o alcoolismo no trânsito é assunto para uma capa de revista. Não culpo nem condeno aqueles que bebem, pois há sempre uma justificativa: para animar, para relaxar, para aliviar alguma mágoa. O problema é que eles, além de dirigir embriagados, culpam e condenam o veículo, que não compreende suas justificativas.

JOÃO PAULO HERGESEL

Muito boa a edição sobre esse tema tão forte, que a cada dia agride mais e mais pessoas inocentes. Quando vamos atacar a raiz do problema? Quando vamos proibir propaganda de bebida alcoólica na televisão e nos veículos de comunicação? No caso do cigarro, é visível o número de pessoas que deixaram o vício graças a uma série de ações de conscientização. E ninguém foi multado por fumar nem teve pontos na carteira ou matou alguém diretamente usando cigarro. Acredito que com a bebida todos estão sendo muito moderados, atacando apenas as leis e a fiscalização.

ANTONIO DE FREITAS

Até quando seremos vítimas de motoristas imprudentes e irresponsáveis, que usam seu veículo como se fosse uma arma? Já se tornaram praxe os acidentes de trânsito provocados por pessoas irresponsáveis, que não poderiam nunca ter carteira de habilitação. Foi assustador ler os depoimentos de pessoas que perderam seus familiares no trânsito. É evidente que só o bafômetro não funciona. A população precisaria ter mais educação e consciência, além de uma lei mais eficaz e fiscalização atuante. Caso contrário, as tragédias de trânsito infelizmente vão continuar.

RUVIN BER SINGAL

Me parece que nunca nenhuma campanha contra o álcool terá o mesmo apoio e a força que a campanha contra o tabaco teve e tem. Por trás do consumo do álcool há indústrias fortíssimas. Numa cidade como São Paulo, restrições rígidas ao consumo de bebidas trariam grandes prejuízos financeiros a essa cidade considerada o grande centro gastronômico e de entretenimento.

VALMIR SEVERO DOS SANTOS

Reprimir o uso do álcool é atentar contra a alegria e a liberdade do povo brasileiro, que está no direito de se divertir, sair com amigos. Quem vai a uma festa no fim de semana e toma água? Os inimigos da sociedade não são esses motoristas que bebem qualquer coisa socialmente, mas sim os que se envolvem em acidentes gravíssimos. Esses, sim, são irresponsáveis, inábeis e têm de pagar pelas consequências do que fizeram. Não se pode culpar e reprimir toda a população por isso.

JOÃO PARANHOS

Vítimas do trânsito

Lamento muito a perda sofrida por Mirela Corradine e por todos os outros retratados na reportagem “Do luto à luta” (2 de novembro). No entanto, é impossível não comentar um trecho do depoimento dela, “um pneu do Fusca em que viajávamos se soltou no caminho”. Não é admissível que um pneu se solte no meio de uma rodovia, isso significa falta de manutenção. Para quem viaja constantemente, é gritante a quantidade de carros velhos sem condição de trafegar em estradas. Faltam luzes de freio e faróis, a carroceria é enferrujada e os pneus, carecas. Quando esses carros vão começar a ser fiscalizados e, se não se adequarem, tirados de circulação?

JULIANA SILVA

No Japão, quem mata no trânsito vai para a cadeia, sem direito a liberdade condicional. Se estiver alcoolizado, é fim da linha para o motorista.

KIMITOSHI SHICHIJO

O espaço concedido às famílias que perderam entes queridos vitimados por irresponsáveis ao volante de veículos automotores é uma amostra do que acontece neste Brasil em desenvolvimento. As pessoas precisam entender que dirigir depois de tomar bebida alcoólica não é apenas proibido, é sobretudo uma atitude que depende da consciência. Quem fere precisa pagar, e muito caro, pelo drama que impôs aos outros. Que a lei atual sofra mudanças radicais para que isso aconteça.

URIEL VILLAS BOAS

Uma boa maneira de conscientizar as pessoas de que bebida e direção não combinam é relatar exaustivamente em toda a imprensa os sofrimentos das famílias que perderam seus entes queridos por causa de bêbados ao volante. Relatar exaustivamente também os acidentes. Enfim, levar as pessoas à comoção, assim elas se conscientizarão.

MÔNICA DELFARO DAVID

Ensino técnico

Achei muito oportuna a reportagem “Aposta certa no ensino técnico” (2 de novembro). Sou ex-professor e, nos anos 80, lecionava num curso de manutenção de aeronaves em uma escola estadual na base aérea de Santos. A inauguração da 51ª Fatec, no Tatuapé, é um exemplo da retomada dos investimentos em cursos profissionalizantes para combater o apagão de mão de obra no país. Para ajudar a resolver a imensa demanda do mercado, há que indagar sobre o destino de bilhões dos reais arrecadados por débito em folha de pagamento dos trabalhadores, bem como apostar na valorização dos professores e na implementação de cursos profissionalizantes em toda a rede pública do ensino médio, como era antigamente. Sem isso, continuaremos carentes de bons técnicos.

FRANCISCO LIRA

Esclareço que no Brasil há três tipos de curso de graduação: de bacharelado, de licenciatura e de tecnologia (e não técnico, termo usado pela reportagem). As Fatecs, faculdades de tecnologia mantidas pelo governo do estado e ligadas ao Centro Paula Souza (autarquia estadual), ministram essas graduações tecnológicas, inclusive na recém-inaugurada Fatec Tatuapé, “Victor Civita”. Além das faculdades de tecnologia, o Centro Paula Souza mantém uma rede com mais de 200 escolas que ministram cursos técnicos concomitantes, subsequentes ou integrados ao ensino médio (Etecs), visto que os cursos técnicos se constituem em modalidade profissional da educação básica.

PROF. DR. ANGELO LUIZ CORTELAZZO

Shoppings do ABC

A região do Grande ABC é uma das mais promissoras do estado, ganhando projeção não apenas pelos seus polos industriais, mas também pelo setor imobiliário e de serviços. Além dos shoppings citados na reportagem, a região já recebeu outros dois lançamentos consolidados, o Mauá Plaza Shopping, em Mauá, de 2002, e o Shopping Praça da Moça, em Diadema, de 2009. Faz tempo que o ABC deixou de ser somente Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul e indústrias do setor automotivo. Hoje, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra também movimentam a região e o mercado local.

CAROLINA DA PAZ SABINO

Mistérios da Cidade

Gostaria de acrescentar que Nicolli Fassina e Hannah Bremberger também estiveram envolvidas com Annelise Dutra no desenvolvimento do abrigo provisório de emergência, apresentado na feira Eureka, do Instituto Mauá de Tecnologia, e citado na nota “Aprendiz de inventor” (26 de outubro).

NICOLLI FASSINA

Ivan Angelo

É sempre uma hora de saudade, tristeza, mas, quando o féretro chega à campa, penso: nós que aqui estamos por ti esperamos! (“Finado”, 2 de novembro).

LILIANA MONTI

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Fonte: VEJA SÃO PAULO