A Opinião do Leitor

Cartas sobre a edição 2214

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Cartas edição 2214
Capa da edição 2214 e, ao lado, os assuntos mais comentados pelos leitores (Foto: Veja São Paulo)

Onda retrô

Parabéns pela excelente reportagem de capa (“Nostalgia em alta”, 27 de abril). O texto reacendeu a chama da juventude dos cinquentões e sessentões, além de aguçar a moçada de hoje para conhecer o que foi onda na época, adquirir produtos autênticos ou réplicas perfeitas, curtir bares especializados e outros tantos locais onde é possível reviver aqueles tempos. Em agosto, a cidade receberá um espetáculo em homenagem a Elvis Presley, que tem tudo a ver com o tema.

FERNANDO MARTIN

Caminhões

Muito oportuna a reportagem “Lei atropelada” (27 de abril). Daí percebemos que medidas absurdas como a da redução de velocidade nas principais avenidas têm somente caráter arrecadatório e não servem para minimizar o número de acidentes, o que só ocorrerá com intensiva fiscalização. Na Marginal Tietê, vários caminhões trafegam acima de 70 quilômetros por hora na pista da esquerda, em qualquer horário do dia ou da noite. E não se vê um único agente da CET para multá-los.

RENATO LUIZ MUSSO

Gastronomia

A lista dos melhores endereços gastronômicos publicada pela revista Restaurant está mais para uma confraria de amigos especialistas em autopromoção do que para boa cozinha (“Ousadia reconhecida”, 27 de abril). Os três brasileiros ali incluídos só merecem destaque pelo preço cobrado.

ROBERTO MEIR

Quem disse que brasileiro não consegue comer com salário mínimo? Por apenas 448 reais é possível saborear o menu degustação (sem bebida) do restaurante D.O.M.

ANA CRISTINA RODRIGUES CATAN

Moda

A publicitária Joanna Moura está de parabéns (“365 dias sem compras”, 27 de abril). Em uma época em que até a infância foi sacrificada em nome do consumismo desenfreado, causa-nos espanto (positivo) a decisão de uma mulher de 27 anos de não adquirir novas roupas durante um ano. A reportagem me fez pensar como é importante parar e reavaliar nossos impulsos. Eu também resolvi me policiar e espero que muitas leitoras tenham a mesma atitude.

DALILA SUANNES PUCCI

Terraço Paulistano

Com referência à nota “O bicho pegou” (27 de abril), gostaria de explicar à senhora Maythe Birman que os coelhos e raposas que “enfeitam” seus sapatos e casacos são massacrados para que as peças possam ser confeccionadas. Certamente serei mais uma a não consumir nenhum artigo de sua loja.

ANDREA TEIXEIRA

Espero que a polêmica na qual a Arezzo se envolveu traga à tona a importância da discussão sobre o uso de pele animal. E, principalmente, que pessoas como Maythe Birman tenham um mínimo de conhecimento prévio para defender seus interesses. Sim, muitos dos que protestaram contra a empresa usam sapatos de couro e fartam-se de carne em churrascarias, mas é válido lembrar o modo como o boi é abatido (sofre uma dessensibilização, sangra por três minutos e morre por choque hipovolêmico). No momento da retirada da pele, portanto, já está morto. Além disso, tudo no bovino é aproveitado, seja para consumo humano, seja para uso animal. Já no caso de raposas e chinchilas, para que se garanta a qualidade da pele que será vendida, os criadores realizam a esfola com os bichos vivos e conscientes. Eles sofrem infinitamente antes de morrer para que moças e homens fúteis desfilem com pelos fofinhos ao redor de seu pescoço.

ANA ELISA ELIA

Ivan Angelo

Excelente a crônica “Não funciona” (27 de abril). Ivan Angelo tem razão quando afirma que não devemos somente constatar o mau funcionamento dos poderes constituídos, mas atuar com coragem, denunciando as barbaridades cometidas por muitos políticos e autoridades. Precisamos exigir que as instâncias do poder funcionem para o bem de todos, e não para favorecer apenas alguns privilegiados.

JAIME LUIZ LEITÃO RODRIGUES

A crônica desta semana deveria ser posta em cada repartição pública, sobretudo em delegacias e fóruns, e ser leitura obrigatória para os homens da lei.

ERIVALDO SANTOS

Em uma página, Ivan Angelo conseguiu sintetizar as barbaridades que levam um país como o nosso a constantes e recorrentes tragédias sociais. Infelizmente, o número de pessoas que pensam como ele está diminuindo ao longo do tempo.

CARLOS VILLARES

Gostaria de parabenizar Ivan Angelo pelo belo, emocionante e indignado artigo. Ele bem reflete o anseio de cada cidadão brasileiro por uma Justiça com jota maiúsculo.

MARTA MARTINS DO CARMO DONATO

O contundente texto de Ivan Angelo é um convite ao não conformismo. Como cidadão, advogado e professor de direito, mantenho minha convicção do erro criado pela jurisprudência brasileira de que o “réu tem o direito de mentir para o juiz”. No Brasil, ao contrário do que se pensa, não se garante ao réu apenas o direito universalmente consagrado de não se autoincriminar, permanecendo em silêncio. Mas, por velha e mofa jurisprudência, a omissão (“silenciar”) virou uma ação desonesta: “mentir”. “Direito de mentir” é uma contradição em termos e é insustentável no estado de direito. Serve para o esculacho, para o desrespeito e para a Justiça Penal “não funcionar”.

ANTONIO CARLOS DO AMARAL

O autor tirou as palavras da minha boca. Eu também preciso acreditar que mais pessoas indignadas e corajosas façam a sua parte na construção de uma Justiça que funcione prontamente e igualmente para todos os cidadãos, sem exceções.

EMILIA DA CUNHA

Roteiro da Semana

Eu e minha sócia, Carolina Brandão, adoramos a crítica (“Restaurantes”, 27 de abril). Tivemos recorde de movimento no restaurante durante o fim de semana.

CARLA PERNAMBUCO Proprietária do Las Chicas

Chefs

Como produtor de alho negro, acredito que a iguaria esteja muito longe de ser só um modismo (“Confissões entre as panelas”, 20 de abril). O ingrediente vai tornar-se popular e, com o aumento da produção, seu preço tenderá a cair. Será para a culinária como um novo tomate seco.

ANTONIO SERGIO ROSSI

TV Cultura

Espero que a TV Cultura nunca venha a competir com a Globo (“A luta contra o traço”, 20 de abril). Para que isso? Para vermos mais novelas, sexo e violência gratuita na televisão? A programação da Cultura é a me lhor. As pessoas é que precisam mudar a cabeça e de canal.

ANA CRISTINA ABREU

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Fonte: VEJA SÃO PAULO