A Opinião do Leitor

Cartas da edição 2353

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Capa - Aplicativos de viagem
Viagem (Foto: VEJA SÃO PAULO)

› Saúde

Excelente a reportagem “Os doutores das bombas” (18 de dezembro), acerca do uso indevido de esteroides anabolizantes e outros absurdos para fins estéticos. Aos efeitos adversos citados faltou acrescentar o risco de hemorragias espontâneas em diversos órgãos e sistemas pelo uso combinado da oxandrolona com os esteroides anabolizantes. Há muitos casos de morte e hemorragia relatados na literatura. É importante também esclarecer a população dos riscos de formulações usadas como suplementos alimentares, sobretudo aquelas que contêm ETO, chá-verde e yombina. Não é diferente para algumas formulações chamadas termogênicas.

Dr. Raymundo Paraná Chefe do Serviço de Gastro-Hepatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal da Bahia

A reportagem aponta um problema que não é só dos conselhos que regulamentam a prática da medicina, mas que afeta toda a sociedade brasileira. Pessoas das mais diferentes idades têm feito uso de anabolizantes sem que exista uma doença real a ser tratada. Acredito que a maioria delas consiga essas medicações em mercados paralelos, sem prescrição, o que torna o problema mais grave.

Dr. Evandro Portes Presidente da Regional SP da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

ELES ESCREVEM TODA SEMANA

Quem costuma ler esta seção talvez esteja familiarizado com algumas assinaturas ao pé das cartas. Mônica Delfraro, Arcangelo Sforcin Filho, Mauro Asperti, Ubiratã Caldeira, Uriel Villas Boas e Antonio José Gomes Marques figuram entre os remetentes mais assíduos de VEJA SÃO PAULO — a maioria escreve ao menos um comentário semanal, fora os que enviam para outros veículos de comunicação. Na sexta-feira 13, a diretora de redação Alecsandra Zapparoli, o editor executivo Sérgio Ruiz Luz e o editor Daniel Bergamasco receberam esses missivistas em almoço no restaurante localizado no 23º andar do prédio da Editora Abril, em Pinheiros. No encontro, os convidados relataram a motivação para sempre enviar comentários. “Tenho orgulho de conferir meu nome na revista e, quando isso acontece, os amigos me cumprimentam”, contou Sforcin, morador dos Jardins. “Já eu acho importante colocar pontos de vista diferentes dos que são mostrados nos textos, de modo a fomentar discussões”, enfatizou Villas Boas, que veio de Santos e se vale da publicação para escolher seus passeios pela capital. Asperti, residente em Pinheiros, segue a mesma linha: “A reportagem continua viva ao lermos o que as pessoas acharam dela”. Marques completou: “É ruim quando passam tempos sem registrar nossas opiniões”.

Leitores de Veja SP - 2354
Mônica, Sforcin, Asperti, Caldeira, Villas Boas e Marques: almoço especial na editora (Foto: Ivan Dias)

Ao chegar, Caldeira notou um rosto familiar: alguns anos atrás, em uma feira de negócios, reconheceu o nome de Villas Boas pelo crachá e o abordou, dizendo também escrever com frequência. “Agora, falando com os outros leitores, percebo como a variedade de visões de mundo se reflete no cardápio de matérias, que tratam de todo tipo de tema.” De fato, apesar de não ser uma amostragem representativa do perfil dos assinantes e compradores de banca, o sexteto confirma a diversidade de público da revista, com algumas especificidades em comum. Horas depois do encontro, sem surpresa, cinco deles enviaram mensagens comentando o almoço. “Eu me senti entre velhos conhecidos”, concluiu Mônica.

Fonte: VEJA SÃO PAULO