A Opinião do Leitor

Cartas sobre a edição 2347

Por: Redação VEJA SÃO PAULO

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(Foto: Reprodução)

Trânsito

Sensacional a reportagem “Trânsito livre para lata-velha” (13 de novembro). Eu vejo esse tipo de carro todos os dias percorrendo as marginais e as vias de São Paulo. Isso mostra como o rodízio de veículos e a inspeção veicular são uma farsa do ponto de vista prático e moral. Servem somente para encher de dinheiro os cofres públicos e seus imensos ralos. Se a fiscalização fosse severa, mais de 30% dos veículos sairiam definitivamente das ruas, sem infernizar a vida dos cidadãos que cumprem com suas obrigações. Renato Luiz Musso

Quero parabenizá-los pela reportagem, que retratou fielmente o descaso do poder público no controle da poluição na cidade. Somos obrigados a fazer a inspeção veicular anualmente, mas as autoridades são incapazes de realizar blitze no trânsito para retirar de circulação os veículos que não fizeram a inspeção. A regra é simples: arrecadar e arrecadar. A última vez que me pararam numa blitz em São Paulo, por onde circulo todos os dias o dia todo, eu tinha cerca de 35 anos. Hoje tenho 61. Oswaldo Avallone Filho

Excelente matéria, que nos faz refletir sobre a perversa inversão de valores que a sociedade brasileira atravessa, fazendo com que “o certo seja errado e o errado seja certo”. Nós, pagadores de IPVA, taxa anual de licenciamento e multas de trânsito, além de cumpridores da inspeção veicular obrigatória, nos sentimos uns verdadeiros idiotas! Octamyr Coletti

Moro em São Paulo e por cinco anos trabalhei em Santos, descendo e subindo a Serra absolutamente todos os dias. Naquele período, deparei com carros trafegando na Rodovia dos Imigrantes sem nenhuma condição de estar ali. Pneus horríveis, faróis e/ou lanternas queimados, às vezes sem as lanternas ou os faróis propriamente ditos, e por aí vai. Eu me perguntava: por que será que os “vigilantes” rodoviários só param os carros novos, nos postos de fiscalização? Isso é uma vergonha. Diógenes Luís de Paula

Enquanto isso, a fiscalização na entrada do Real Parque, no Morumbi, é para todos os carros zero-quilômetro, dirigidos por senhoras, com crianças a bordo! Eduardo Reis

Fui parado em uma blitz no bairro do Morumbi e, quando estava apresentando os documentos, passou uma legítima lata-velha por nós. Questionei o policial sobre o porquê de ela não ser parada. Ele me respondeu sem graça: ¨Essa não vão buscar, vai ficar no pátio ocupando espaço”. Gaston Rogério Spina Schweizer

É surpreendente saber que, de cada 100 veículos ilegais que circulam em São Paulo, apenas três são retirados das ruas. Onde está a fiscalização? Não posso acreditar que as autoridades de trânsito desta cidade desconheçam esse terrível cenário. Marcos Antonio Cavanilla

Se eu fosse policial, também faria vista grossa para uma lata-velha. E o sentimento de estar tirando quase nada de quem já tem pouco? Arcangelo Sforcin Filho

Eu deparo constantemente com latas-velhas pelas ruas de São Paulo. Estava andando pela Marginal Pinheiros e entrou na Avenida dos Bandeirantes, em pleno horário de pico, este carro que até fotografei. Ele não foi parado pelos guardas que ficam ali na esquina da Rua Funchal. Impressionante! Sueli Annibal

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Lata-velha circula pela Avenida dos Bandeirantes (Foto: Reprodução / Sueli Annibal)

Para se ter uma ideia, conheço um policial que, ao parar um veículo não muito antigo que soltava fumaça por tudo quanto era lugar, descobriu que o motorista levava certa quantidade de drogas; percebeu também que parte do escapamento havia sido retirada e acondicionada no porta-malas. Após efetuar a prisão do infrator, perguntou-lhe a razão de transformar o carro numa maria-fumaça. Tranquilamente, o preso declarou que, naquelas condições, se tornava muito difícil ser parado pela polícia, por isso a artimanha de retirar parte do escapamento. Pois é... Hilton Zampronio

É uma falta de vergonha, um desrespeito ao meio ambiente que acontece na principal cidade brasileira. A tolerância das autoridades policiais e de trânsito aos veículos que não cumprem as regras é revoltante. O problema maior não é a idade do carro, e sim a sua precária manutenção. Onde está a consciência ecológica? Eduardo Pereira

Segurança

No último fim de semana houve roubo na Rivieira de São Lourenço, com a explosão de três caixas eletrônicos que ficam no shopping center local por uma quadrilha de vinte homens armados de fuzil. A taxa de criminalidade está alta também no município de Bertioga (“Paraíso na mira”, 13 de novembro). Luiza Donelli

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Rivieira de São Lourenço: explosão de três caixas eletrônicos que ficam no shopping center local (Foto: Reprodução / TV Tribuna)

Terraço Paulistano

Então, Carol Magalhães... Depois de ler a nota “Conta negativa X barriga negativa” (13 de novembro), afirmo que você não pode reclamar do “calote” da Marina Mantega. Basta ver que ela é filha de um importante ministro do governo Dilma. Boa sorte na cobrança. Ruy Alexandre Barbosa

Bichos

Somente em São Paulo existem mais de 200 000 cachorros abandonados e estima-se que em várias cidades brasileiras sejam exterminados mais de 20 000 animais por ano pelas CCZs, sem contar o número de animais mortos por atropelamento ou por espancamento. Portanto, é inconcebível que alguém pague 3 000 reais (“Cãezinhos elegantes”, 13 de novembro) por um animal quando matamos mais de 20 000 por ano por falta de donos. Perdemos totalmente os valores morais e éticos e por isso vivemos nesse vácuo moral. Karina von Buettner Ravache

Ivan Angelo

Magistral, espetacular e definitiva a sua crônica. “De menor” (13 de novembro) merece todos os aplausos. Eliseu Prata

Como é inebriante ler um texto que diz exatamente o que a gente quer dizer e não encontra palavras. A frase final resume tudo: “Não adianta nos queixarmos da impunidade. Ela começa em casa”. Edna Almeida

Sou assinante de VEJA há alguns anos e, sempre que a recebo, a primeira coisa que procuro é a crônica da Vejinha. Ivan Angelo, você escreve o que eu e certamente milhares de brasileiros gostaríamos que fosse propalado aos quatro cantos. Quando leio, eu me pergunto se alguns dos governantes brasileiros fazem o mesmo. Se o fazem, o que será que pensam? Graças Paiva

Rei do camarote

Para mim, mais bizarro do que o comportamento do rei do camarote foi ver neste espaço pessoas criticando e pondo em dúvida a seriedade da revista por dar destaque ao assunto (“Os sultões do camarote”, 6 de novembro). Mensagem e mensageiro são duas coisas bem distintas e, se tratadas com isenção, não deve haver limites nem censuras.Osmar Rodrigues

Sou leitora de VEJA SÃO PAULO há muitos anos. Essa matéria de capa me motivou a escrever para a revista pela primeira vez. Sinceramente, matérias fúteis como essa figurariam melhor em outras revistas. Após reportagens fantásticas, como aquela das pessoas que vivem em hospitais, publicada semanas atrás, tenho somente uma palavra a escrever sobre essas pessoas que esbanjam dinheiro: nojo. Andrea Nogueira

Uma visão apressada a respeito dos hábitos dos reis baladeiros pode sugerir que se trata apenas de monumental demonstração de futilidade. No entanto, o olhar detalhado sugere que tal comportamento pode ser nada mais que a expressão extremada dos instintos primitivos impressos no nosso DNA animal. Pavões balançam o rabo para conseguir fêmeas. Caribus exibem seus chifres. Gorilas batem no peito e mostram seus membros avantajados. Os carrões, seguranças e champanhes caros são meros estratagemas adicionais para aumentar a chance de acasalamento de pessoas que talvez ficassem sozinhas caso não tivessem os adornos. Alexandre Ostrowiecki

Pobres meninos ricos. Onde estão seus valores? Na fatura de seus cartões de crédito? Piki Pereira

IPTU

Felizmente, a Justiça interveio e bloqueou esse aumento extorsivo do IPTU, até pela maneira vergonhosa como ele foi aprovado (“O prefeito riu por último (e agora a conta é nossa)”, 6 de novembro). Como sempre, o PT vem com aquela conversa fiada de que isso vai “prejudicar os pobres”, “que esse aumento é justiça social” e outras baboseiras, além do velho discurso contra “as elites” ou, como disse um jornalista simpatizante do partido, que tudo não passa de “chilique da classe média”. Ao que parece, a Justiça não entendeu assim. Alexandre Fontana

Esperemos que a população paulistana guarde na memória esse golpe baixo e vote com mais consciência na próxima eleição. Muito interessante a comparação do prefeito ao dizer que o IPTU é um condomínio para a cidade, mas sou síndica e posso garantir que o dinheiro pago pelos moradores do prédio retornam mesmo em serviços, funcionários, limpeza, luz, água etc. No caso da nossa cidade, infelizmente o retorno não existe. A prestação de contas não é transparente, a corrupção é constante e o nosso suado dinheirinho, mal gasto por pessoas cuja única competência é o apadrinhamento político. Os serviços públicos precisam urgentemente melhorar na proporção dos aumentos nos inúmeros impostos e taxas que somos obrigados a pagar. Nadia Lopes

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Fonte: VEJA SÃO PAULO