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Cansei de Ser Sexy: músicas novas, palavrões e “uma coisa meio Gondry”

Novamente em show solo na cidade após cinco anos, banda promete muitas novidades para esta quinta (7)

Por: Alexandre Aragão - Atualizado em

Cansei de Ser Sexy
Quiteto: carreira internacional consolidada e poucas propostas para tocar em São Paulo (Foto: Divulgação)

De volta a São Paulo para a primeira apresentação solo depois de cinco anos, o Cansei de Ser Sexy promete muitas novidades aos fãs. Sete músicas do disco novo serão apresentadas quinta (7), no Clash Club.

“Queremos tocar o máximo que der sem ficar chato ou longo demais”, diz a guitarrista Ana Rezende. “Como a gente teve quase dois anos para fazer esse disco, gravamos 24 músicas, e escolhemos onze”, conta Adriano Cintra, produtor e baixista do grupo. Em relação às composições, a vocalista Lovefoxxx avisa: “Tem muito palavrão, tanto que tivemos que colocar aquele selo de conteúdo explícito. No ‘Donkey’ não tem nenhum, mas foi sem querer.”

Com uma carreira internacional consolidada, a banda costuma receber poucas propostas vantajosas para tocar em São Paulo, cidade onde surgiu. O show de amanhã acontecerá quase por acaso. “Depois que a gente saiu do Brasil, acabamos montando uma estrutura de equipamentos e técnica lá fora”, explica Ana. Essa é a razão de o grupo se apresentar por aqui, principalmente, em grandes festivais — como foi o caso da versão chilena do Lollapalooza, que aconteceu no último fim de semana. “Seria ridículo passar duas semanas em São Paulo com nosso baterista, nossos técnicos, nosso equipamento e não fazer um show.”

Ensaiando diariamente das 14h às 20h, em Pinheiros, o Cansei de Ser Sexy diminuiu a distância entre eles e o público transmitindo parte dos encontros, ao vivo, pela internet. Entre uma música e outra, os integrantes se mostram bem-humorados. Cogitam, por exemplo, chamar o Trenzinho Carreta Furacão, sucesso do YouTube, para abrir o show. “É uma coisa meio Michel Gondry, né?”, diz Lovefoxxx, aos risos, em referência ao diretor de “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”. No fim das contas, é isso que o público pode esperar: músicas novas, bom humor e apelo visual.

Fonte: VEJA SÃO PAULO