Bares

Brahminha vira palco dedicado ao jazz

Espaço antes ocioso do Bar Brahma desperta como um bom esconderijo para ouvir o gênero ao vivo

Por: Fabio Wright - Atualizado em

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O ambiente intimista: música ao vivo cinco vezes por semana (Foto: Mario Rodrigues)

Localizado nos fundos do histórico Bar Brahma, o Brahminha sempre foi uma espécie de patinho feio do endereço instalado desde 1948 na emblemática esquina da Ipiranga com a São João. A situação pode ter começado a mudar cerca de um mês atrás, quando os responsáveis pelo clube Jazz nos Fundos, em Pinheiros, assumiram a direção artística do ambiente.

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Desde então, o lugar vem recebendo bons combos jazzísticos, entre eles os trios do pianista Pepe Cisneros e do guitarrista Michel Leme. Intimista, à meia-luz e com um certo ar decadente, o espaço combina em cheio com o estilo. Os shows rolam das 21h30 à meia-noite (exceto quartas e domingos) e, o melhor, nem é preciso atravessar o burburinho do Bar Brahma — há uma entrada independente, na Avenida Ipiranga.

Brahminha Martini Lima
Martíni de lima-da-pérsia: R$ 17,00 (Foto: Mario Rodrigues)

Além de chope (Brahma) bem tirado, nas versões claro (R$ 5,50) e black (R$ 6,40), a carta de bebidas destaca os drinques, executados pelo barman André Ribeiro. O clássico dry martini (R$ 17,00, com gim inglês) não chegou tão gelado como era de esperar. Por outro lado, agradou o refrescante martíni de lima-da-pérsia e hortelã (mesmo preço), ainda fora do cardápio. A lista de petiscos segue a linha convencional. Entre as pedidas estão o canapé de carpaccio montado na torradinha e coberto por pesto de alcaparra (R$ 27,50 a porção) e o sanduíche de filé-mignon e mussarela no pão francês (R$ 29,90), guarnecido de batata frita. Quem inclui o nome na lista tem direito a chope em dobro a noite inteira.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO