Música

Conheça um dos maiores beatlemaníacos da capital

O músico Marco Antonio Malagolli já assistiu a mais de sessenta shows de Paul McCartney, conheceu todos os artistas ao vivo e tem dois quartos cheios de itens raros

Por: Carolina Giovanelli - Atualizado em

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O músico Marco Antonio Malagolli ouviu Beatles pela primeira vez em 1963, aos 11 anos. Um amigo de seu pai trouxera do exterior um compacto da música She Loves You como presente. "Foi amor à primeira audição", diz. "Faltava algo na minha vida e descobri que era isso." A partir daí, começou a acompanhar a carreira da banda e não parou mais.

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Hoje, mostra-se um dos maiores colecionadores brasileiros de itens do conjunto. Dois quartos de seu apartamento estão transbordando de produtos como bonecos (são pelo menos 50), bandejas, vinis e CDs (mais de 6000), livros... Um dos três discos de ouro que ostenta nas parede de sua casa, daquele mesmo single tão marcante para ele She Loves You, foi enviado por John Lennon após um breve encontro com o fã. "Havia um bilhete dizendo que ele estaria melhor em minhas mãos do que nas dele", derrete-se. Muitos dos objetos foram mandados por outros fãs do mundo todo, com os quais se comunica há anos. 

Malagolli nunca chegou a ver os Beatles juntos no palco, mas assistiu a shows de todos os artistas individualmente. Acompanhou ao vivo mais de sessenta apresentações de McCartney, trinta de Ringo e até uma sessão particular com George Harrison. "Uma parceria com a gravadora Warner me permitiu viajar para Los Angeles nos anos 80 e passar seis horas com ele, que mais pareceram cinco minutos", lembra. "Conversamos, rimos e ele cantou várias composições para mim."

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Marco Antonio Mallagoli
Em uma de suas viagens turísticas: sempre com temática dos Beatles (Foto: Arquivo Pessoal)

Presidente do fã-clube Revolution, que existe desde 1979 e conta com 15 000 filiados, e músico de uma banda cover homônima, ele roda o Brasil fazendo exposições de seus itens - uma delas rolou no Centro Brasileiro Britânico, em junho. Destaca-se na coleção um baixo Höfner assinado por McCartney.

"Já me ofereceram uma casa no Morumbi com piscina em troca do instrumento, mas não me desfaço de jeito nenhum", garante. Quatro vezes por ano, lidera viagens a Londres e Liverpool com grupos, a fim de conhecer locais e pontos turísticos importantes para a banda. Por cinco vezes cruzou com Paul em frente à casa do astro na capital inglesa.

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Depois de tantos shows no currículo, Malagolli ainda se anima ao ver um ex-Beatle no palco, como Paul McCartney, que toca na cidade hoje (25) e amanhã, quarta (26). "É uma emoção enorme, choro o tempo todo. Parece a primeira vez que eu estou presenciando aquilo tudo."

Fonte: VEJA SÃO PAULO