Roteiro

Bares bacanas para curtir no centro

Do clássico Bar Brahma a endereços descolados como o Mandíbula, casas na região central que valem uma visita

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Drosophyla Madame Lili
O novo Drosophyla: sem a decoração amalucada do imóvel anterior (Foto: Fernando Moraes)

A região central agrupa casas bacanas para quem quer dividir um petisco entre amigos ou tomar um chopinho gelado. Que tal aproveitar uma caminhada pela vizinhança para conhecer, por exemplo, o icônico Bar Brahma?  A poucos metros dali, aliás, fica outro cartão de visitas paulistano, o antigo Bar Léo.

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Quem quer curtir música boa tem entre as opções o JazzB. Se quiser fazer o esquenta, são boas opções os agitados Mandíbula e Drosophyla, que acaba de se mudar do Baixo Augusta para as proximidades da Praça Roosevelt.

Confira as opções abaixo:

Bar Léo
O tirador Fernando Lopes em ação: um dos funcionários do Bar Léo (Foto: Mario Rodrigues)

PARA BOTECAR À MODA ANTIGA

Amigo Leal: o bar com jeitão de taverna parece estático no tempo desde 1967. Pedir um geladíssimo chope (Brahma, R$ 7,60) é fundamental. Na hora do tira-gosto, vá de clássicos: bolinho de carne (R$ 6,00) e pastel de camarão (R$ 7,50), bem bons.

Bar Léo: pode ser considerado um dos bares mais antigos da cidade, em pé desde 1940. Da cozinha, são expedidos os minipastéis de camarão, requeijão e escarola, a R$ 39,00 (seis unidades). Para beber, vá de chope Brahma (R$ 7,50), de colarinho avantajado.

Paribar: nos anos 50, era point da intelectualidade paulistana. O brinde pode ser feito com coquetéis clássicos, caso do dry martini (R$ 25,10, com gim Gordon’s).

Comer & Beber - bar dona onça
Bar da Dona Onça: serve uma apetitosa carne de panela (Foto: Mario Rodrigues)

PARA COMER

Armazém Alvares Tibiriçá: endereço rústico e animado, é novidade na Santa Cecília. Servido ao lado de bons pães, o provolone assado (R$ 30,00) acompanha cubos de tomate e molho de manjericão. Na ala líquida, o público investe em rótulos bacanas de cervejas.

Bar da Dona Onça: a casa instalada aos pés do Edifício Copan brilha pela cozinha, eleita a melhor da cidade na última VEJA COMER & BEBER. Entre as boas pedidas está a panelinha de minirrabada (R$ 40,00). Tão gostosa quanto, a carne de panela (R$ 49,00) vem acompanhada de quiabo, banana-da-terra, chuchu, cenoura, cebola e maxixe em um rico caldo.

Del Mar: um dos melhores chopes da cidade pode ser encontrado no botequim, que exibe nas paredes fotografias de paisagens e quadrinhos inscritos em espanhol. A maioria da clientela pede a paella valenciana (R$ 69,00), que serve até duas pessoas.

jazzb
JazzB: boa música (Foto: Fernando Moraes)

PARA OUVIR UM SOM

Bar Brahma: cartão-postal da cidade, o endereço está fincado desde 1948 na esquina das avenidas Ipiranga e São João. Os espaços mais concorridos pela freguesia são a varandona, onde não se paga para estar, e o salão principal, local em que se apresentam artistas de longa data, caso de Cauby Peixoto e Originais do Samba.

JazzB: trata-se de um bar de jazz descolado no centrão. Todo o foco vai para o palco, onde grupos de jazz nacionais e estrangeiros costumam se apresentar, em duas entradas por noite. Além das poucas mesas, uma pequena arquibancada recebe o público desencanado, que mescla jovens e quarentões.

Mandíbula
Mandibula: espaço minúsculo, de tijolos e concreto aparentes (Foto: Mario Rodrigues)

PARA AGITAR

Drosophyla: montada originalmente no Baixo Augusta, a casa ressurgiu numa antiga mansão pertinho da Praça Roosevelt. Esqueça a decoração kitsch, o jardim e as megacomemorações de aniversário do endereço anterior. Restaram, porém, a aura badalada e a agradável caipirinha de carambola e manjericão (R$ 20,00, com cachaça mineira), assim como quase todos os itens do menu.

Lekitsch: cabeças de boneca e televisores das antigas fazem parte da decoração. Do 2º piso, é possível avistar a Praça Roosevelt pelo janelão. Mais arrumadinho que os botecos da vizinhança, o endereço prepara porções como a costelinha de tambaqui (R$ 29,00), crocante e saborosa. A caipirinha de vodca, limão e Yakult(!) custa R$ 21,90.

Mandíbula: fica espremido em meio a casas de câmbio e agências de turismo da Galeria Metrópole. Modernos e devotos do rock bebericam o gim-tônica (R$ 20,00), aromatizado por limão-siciliano. Velvet Underground, Smiths e Neil Young reverberam nas caixas de som sem perturbar o bate-papo -- exceto nas noites com DJ, quando a atmosfera de balada dá o tom, mas sem dia certo para acontecer.

Terraço Itália
Terraço Itália: entre os endereços para chegar de elevador (Foto: Fernando Moraes)

PARA IR A DOIS

Terraço Itália: do classudo espaço à moda antiga, rodeado de janelões, se vê um skyline maravilhoso. Escolha uma das confortáveis poltronas de couro para observar a cidade de cima e beber um coquetel com glamour. Apresentações diárias de jazz (exceto aos domingos) deixam o clima ainda mais aconchegante e embalam turistas e casais.

[Os preços podem sofrer alterações. Recomenda-se ligar ao estabelecimento antes da visita]

Fonte: VEJA SÃO PAULO