Noite

Tintas fluorescentes transformam balada em brincadeira

Populares nos anos 90, festas em que os frequentadores se rabiscam com canetas e objetos neon voltam à moda

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

Glow In The Dark
Brilhando no escuro: luz negra ajuda a ressaltar pinturas neon na Glow In The Dark (Foto: Divulgação)

Na frente do Beco 203, no Baixo Augusta, uma vez por mês se forma uma fila de pessoas vestidas de branco. “Parece até Réveillon”, brinca o estudante de biomedicina Alex Van De Graaff Alves, que descobriu há um mês a festa Glow In The Dark, que ocorre novamente neste sábado (21). Como sugere o nome, as pessoas entram na balada dispostas a literalmente “brilharem no escuro”. As roupas brancas servem como uma espécie de tela para tintas e canetas fluorescentes formarem desenhos, brincadeiras e até xavecos. Com a ajuda de luz negra, os escritos ficam ainda mais evidentes.

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Glow não é a única festa a retomar a moda que fez muito sucesso nos anos 90. A Neon Party, do Sonique, também retoma essa estética. “O conceito era divertido, então resolvemos resgatá-lo”, explica o DJ Click, um dos responsáveis pela balada mensal, que tem sua próxima edição na segunda (30). “As pessoas se empolgam e vão com roupas de neon e outras acessórios que brilham.”

Neon Party
Interação na Neon Party: público se pinta com tinta e canetas fluorescentes (Foto: Divulgação)

Com apenas 19 anos, Alex Correa, o organizador da Glow, não tem idade para ter ido às festas do passado, mas diz se inspirar nas noites londrinas. Sua amiga Barbara Mattizy foi passar uma temporada na capital inglesa em 2010 e voltou com a ideia de montar algo parecido por aqui. Depois de uma edição de sucesso em Porto Alegre, em maio do mesmo ano eles decidiram trazer a festa para São Paulo. “O público era bem misto, não sabia direito o que era o conceito, mas hoje, das 800 pessoas que cabem no Beco, só umas 50 não vão de branco”, afirma.

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Analista de redes sociais numa agência publicitária, Isabella Scarpelini é frequentadora assídua da balada no Beco. “O pessoal usa as camisetas como uma forma de se expressar.” O artifício também ajuda os mais inibidos a conhecer pessoas novas. “Os xavecos nunca deram certo comigo, ao menos não apenas porque me pintaram”, brinca. Isabella diz ir de branco à festa desde a primeira vez, quando a Glow ainda rolava na Funhouse — a balada migrou para o Beco em janeiro deste ano. “Tem que entrar no clima.” Para quem se preocupa em estragar a roupa, o público que se rabisca afirma que, normalmente, consegue tirar as pinturas com uma boa lavagem.

Fonte: VEJA SÃO PAULO