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Avenida Liberdade ganha faixa exclusiva para pedestres

Pista verde terá 750 metros de extensão e 1,5 metro de largura

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Faixa verde na Liberdade
Faixa de pedestres na Liberdade: opiniões divididas (Foto: Ricardo Bastos/Fotoarena/Folhapress)

Já é possível ver trechos da faixa verde pintada na Avenida Liberdade, região central de São Paulo. A pista exclusiva para pedestres será instalada no sentido centro e terá 750 metros de extensão – entre as ruas São Joaquim e dos Estudantes - e 1,5 metro de largura. Como as ciclovias na cidade, as faixas verdes têm dividido opiniões.

Para o gerente do restaurante Sales Junior, Raimundo de Souza, a pista poderá prejudicar o abastecimento de mercadorias. Por dia, ele recebe até cinco carros na porta do estabelecimento com bebidas e alimentos. Com a faixa, será impedido de estacionar próximo à calçada. Atualmente, é proibido de segunda a sexta-feira, das 6h às 23h.

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A opinião do estudante de cinema Bruno Rios, de 19 anos, é de que as faixas exclusivas podem proteger os pedestres. “Temos muitos carros em São Paulo, precisamos de espaço para quem anda a pé”, disse. À noite, as avenidas Liberdade e Vergueiro são tomadas por estudantes que saem de faculdades, restaurantes e cursos na região. O fluxo é de 5 500 pessoas por hora, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), responsável pela implantação do projeto. A calçada fica coberta por carrinhos de lanche e guloseimas e muitos alunos invadem a pista de carros para se locomover.

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Por enquanto, só é possível ver a faixa verde e a pista recém-reparada. Algumas pessoas se arriscam e andam na via mesmo sem proteção, como flagrou a reportagem na tarde desta quarta-feira (16). Até a conclusão da obra, receberá elementos de sinalização como balizas e tachas refletidas. Nos pontos de ônibus, as calçadas serão alargadas para os veículos não avançarem sobre a faixa de pedestres, segundo a CET.

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O manobrista Nestor Queiroz, que trabalha em um estacionamento particular próximo ao trecho, se preocupa com as intervenções na via. “Se forem as mesmas tartarugas das ciclovias, podem rasgar os pneus dos carros que subirem a calçada para entrar no estacionamento”, disse. Por outro lado, Nestor acredita que a ciclovia, localizada no centro da avenida, colaborou com a segurança. “Os pedestres atravessavam em qualquer lugar. Com as grades, foram obrigados a irem até o sinal”, disse. 

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Fonte: VEJA SÃO PAULO