Cinema

Três atores mirins que se destacam nos longas em que atuam

Entre as opções, Linha de Frente e Jackass Apresenta Vovô Sem Vergonha

Por: Miguel Barbieri

Linha de Frente
'Linha de Frente': com direção de Gary Fleder (Foto: Divulgação)

Tamanho nem sempre é documento. Separamos três filmes em que os atores mirins apresentam melhor desempenho do que os protagosnistas adultos com quem contracenam. Confira:

Linha de Frente

A menina Izabela Vidovic faz um contrapontoleve diante da atuação truculenta deJason Statham.

Sobrenatural - Capítulo 2
'Sobrenatural - Capítulo 2': sequência de Sobrenatural (2010) (Foto: Divulgação)

Sobrenatural - Capítulo 2

Se Patrick Wilson se revela um canastrãocomo um pai possuído, Ty Simpkins mostraequilíbrio no papel do flho atormentado

Vovô Sem Vergonha
'Vovô Sem Vergonha': direção de Jeff Tremaine (Foto: Divulgação)

Jackass Apresenta Vovô Sem Vergonha

Encarando o humor bizarro de JohnnyKnoxville, o fofo Jackson Nicoll esbanja jogode cintura em cenas de improviso.

  • O que esperar de um roteiro escrito por Sylvester Stallone? Pancadaria, explosões e... nada mais. É o que ocorre nesse insosso thriller que traz Jason Statham como o investigador de narcotraficantes Phil Broker. Depois de capturar um criminoso, ele deixa a vida de policial e refugia-se com a filha (Izabela Vidovic), dois anos depois, numa pequena cidade da Louisiana. Até ter sua identidade descoberta por um distribuidor de drogas local (papel de James Franco), já se passou uma hora de filme. Nos quinze minutos finais, a trama tenta decolar, mas frustra pela previsibilidade. Statham, contudo, se defende bem nos socos e pontapés. Estreou em 6/12/2013.
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  • Sobrenatural, de 2010, já não era o suprassumo do cinema de terror, mas tinha um bom ponto de partida, apesar do desenrolar morno. A dispensável sequência tenta “explicar” o que seria inexplicável e, por isso, se embola num roteiro cheio de invencionices do além. Os sustos, portanto, dão espaço para momentos risíveis, sobretudo próximo do desfecho. Na trama, Josh Lambert (Patrick Wilson) foi inocentado da morte da paranormal Elise Rainier (Lin Shaye). A paz voltou a reinar em casa até o momento em que o primogênito Dalton (Ty Simpkins) começa a ver espíritos pelos cômodos. O enredo volta no tempo para mostrar detalhes do passado de Josh e de sua mãe (Barbara Hershey) — ambos têm o dom de ver os mortos e se comunicar com eles. Ou seja: a paranormalidade aqui é genética. Conforme a história avança, mais personagens entram em cena, segredos vêm à tona e Patrick Wilson, emulando Jack Nicholson em O Iluminado, vira um pai demoníaco atormentado por fantasmas que parecem saídos de um Halloween. Estreou em 22/11/2013.
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  • A fórmula do programa e dos filmes Jackass de submeter os integrantes da trupe a tarefas estupidamente perigosas está esgotada? Ao menos é o que parece quando se assiste ao novo trabalho do grupo. “Inspirado” na proposta de humor de Sacha Baron Cohen em Borat e Bruno, o líder do Jackass, Johnny Knoxville, tenta revitalizar sua comédia com uma mistura de pegadinhas e ficção. A trama mostra a relação que nasce entre um vovô amoral (Knoxville) e seu fofo netinho (Jackson Nicoll). Como a irresponsável mãe do menino não pode mais cuidar dele, o velhote se encarrega de entregá-lo ao pai. Numa longa viagem de carro pelos Estados Unidos, a dupla vai colocar os americanos diante das câmeras em situações ora incômodas, ora ridículas. Se o filme ganha alguns pontos nas apelações politicamente incorretas, perde outros tantos na falta de graça nas cenas escatológicas. Se há algo relevante é o desempenho do garoto, um comediante mirim com raro talento para o improviso. Estreou em 29/11/2013.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO