Mobilização

Artistas gravam vídeo contra a morte de Douglas Rodrigues

Um protesto organziado por diversos coletivos acontece nesta quarta-feira (13) na Zona Norte

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

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Emicida e vários outros músicos fazem a mesma pergunta: Por que o senhor atirou em mim? (Foto: Reprodução)

Diversos artistas gravaram um vídeo em protesto à morte do jovem Douglas Rodrigues no dia 27 de outubro, na Zona Norte da Capital. Nas imagens, nomes como Emicida, KL Jay, Mc Guimê e Flora Matos repetem a frase dita pelo jovem depois de ser atingido no peito por um policial: "Por que o senhor atirou em mim?". O vídeo foi gravado como teaser de um protesto que acontece nesta quarta-feira (13), a partir das 18 horas, na Vila Sabrina, onde Douglas morava.

Organizado por dezessete entidades, o protesto pede o fim da militarização da Polícia Militar e chama a atenção para os altos índices de morte de jovens negros e que moram nas periferias das grandes cidades. "A Polícia Militar age politicamente e perpetua a lógica que privilegia e protege a mesma elite que a criou há 400 anos. Preserva o patrimônio dos ricos e declara guerra aos pobres", diz um texto publicado pelo Coletivo Arrua, que está divulgando a manifestação.

Nas imagens, os artistas fazem ainda uma outra pergunta: "Por que vocês atiram em nós?". O protesto vai sair da Escola Estadual Professor Victor dos Santos Cunha, que fica na Rua João Simão de Castro, 280.

 

Caso

Na tarde de domingo (27), a polícia foi chamada para uma ocorrência de perturbação do sossego na Rua Bacurizinho, na Vila Medeiros. Douglas e seu irmão de 13 anos passavam na frente de um bar quando o rapaz foi atingido. Segundo a PM, ao sair do carro para fazer a abordagem houve um disparo acidental, o que é negado pela família.

O policial Luciano Bispo foi autuado em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e responderá a processo criminal. O fato gerou a revolta dos vizinhos que fecharam ruas da Zona Norte e a Fernão Dias em protesto violento.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO