Crime

Amigos de Marcelo Pesseghini depõem novamente hoje

Adolescentes foram chamados mais uma vez ao DHPP após troca de e-mails interceptada pela polícia

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM

Marcelo Pesseghini
(Foto: Reprodução)

A Polícia vai ouvir novamente nesta quarta-feira (28) os dois colegas de Marcelo Eduardo Pesseghini, de 13 anos, suspeito de matar os pais, a avó e a tia-avó e depois se matar no último dia 5. Os garotos – os mesmos que aparecem com Marcelinho em um vídeo saindo da escola – já prestaram depoimento no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) na semana passada. Na ocasião, revelaram que o menino confessou ter matado a família na noite anterior e teria perguntado: "Se eu morrer, vocês vão sentir minha falta?". 

Após os depoimentos, porém, os colegas teriam trocado e-mails dizendo que "guardavam um segredo" sobre o caso. Por isso, foram convocados novamente pelos investigadores.

A suposta confissão, revelada pelos colegas na semana passada, teria ocorrido minutos antes das aulas começarem. A um dos amigos, Marcelo teria confessado a morte do pai e da mãe e ao outro, da avó e da tia-avó. No dia 21, o delegado Itagiba Franco informou que o relato dos meninos tinha sido fundamental para as investigações. 

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A sequência de novas imagens divulgada na semana passada: o garoto caminha com dois amigos (Foto: Reprodução)

Tese

Mais dois indícios reforçam a tese da polícia de que Marcelo Pesseghini, de 13 anos, teria sido o responsável pela chacina familiar na Vila Brasilândia. Além dos 350 reais, uma muda de roupa e cinco rolos de papel higiênico, o adolescente carregava em sua mochila o cartão de aposentadoria da Caixa em nome da avó Benedita, de 65 anos. Os investigadores acreditam que ele planejava sacar dinheiro com o tal cartão.

Entre os mais de 30 depoimentos colhidos até agora pelo DHPP, um deles deu exatidão do que a polícia acredita ser a cronologia do crime. Um vizinho músico, que costuma trabalhar de madrugada, declarou que ter ouvido cinco disparos entre meia-noite e 1h da madrugada.

Fonte: VEJA SÃO PAULO