Sustentabilidade

6 ações que tornam o Museu do Amanhã integrado ao meio ambiente

O mais moderno museu do Rio de Janeiro conta com sistemas inteligentes para uso de água e energia

Por: Santander - Atualizado em

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Museu do Amanhã: sistemas inteligentes e integrados ao meio ambiente (Foto: Bernard Lessa)

O Museu do Amanhã nasceu para ajudar as pessoas a refletirem sobre suas ações e os impactos que elas causam no amanhã. Instalado no centro do Rio de Janeiro, na região revitalizada do Porto Maravilha, o edifício coloca o carioca novamente em contato direto com a Baía de Guanabara. Estimula os visitantes a pensarem sobre o amanhã como uma construção que começa agora, a partir de escolhas feitas no presente. E é inovador em vários sentidos.

Em primeiro lugar, tem forma inspirada nas bromélias do Jardim Botânico, que impressionaram o arquiteto espanhol responsável pelo projeto, o renomado Santiago Calatrava. Além disso, fica cercado por mais de 5 260 m2 de jardins e é inteiramente projetado para interagir em harmonia com o meio ambiente.

O museu vem cumprindo as etapas necessárias para obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo Green Building Council e referência mundial em certificação para práticas sustentáveis. Para alcançar esse objetivo, seis iniciativas se destacam.

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Água da Baía de Guanabara: abastece os oito espelhos d’água e alimenta o sistema de refrigeração do edifício (Foto: Felipe Fittipaldi)

1. Utilização da água da Baía de Guanabara

A água gelada do mar é aproveitada para duas finalidades. Ela abastece os oito espelhos d’água e é usada para alimentar o sistema de refrigeração do edifício. Seis bombas, instaladas no subsolo do prédio, conduzem a água para as torres de resfriamento, o que diminui o uso de eletricidade e dispensa o consumo de água encanada. Depois de circular pelo sistema, a água é devolvida limpa ao mar. Estima-se que, graças à iniciativa, serão economizados 7 milhões de litros de água por ano.

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Água da chuva: ajuda a abastecer o sistema de ar-condicionado, a irrigar os jardins e limpar o chão (Foto: iStockphotos)

2.Coleta de água da chuva

O sistema de ar-condicionado, a irrigação dos jardins e a limpeza do chão não dependem de água encanada. A água proveniente de lavatórios, chuveiros e do sistema de ar-condicionado é reunida em uma estação de tratamento, para onde também vai a água da chuva, colhida por um sistema de calhas. Esse cuidado começou muito antes, já durante a construção do edifício. As rodas dos caminhões, por exemplo, eram lavadas com água de reúso, e assim não levavam sujeira para as ruas da cidade.

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Cobertura inteligente: painéis fotovoltaicos captam energia e poderão suprir até 9% do consumo energético do edifício (Foto: Bernard Lessa)

3. Aproveitamento da luz solar

O museu tem cobertura inteligente: 24 módulos conjuntos de asas móveis, instaladas na cobertura metálica e somando 5 492 placas de painéis fotovoltaicos, se movimentam de acordo com a trajetória do sol. Com a captação de energia potencializada dessa forma, o sistema será capaz de suprir até 9% do consumo energético do edifício.

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Economia de energia: sistemas de climatização, iluminação de baixo consumo, bombas e motores de alta eficiência vão permitir redução de até 50% no consumo (Foto: Felipe Fittipaldi)

4. Uso inteligente da energia elétrica

Sistemas de climatização e iluminação de baixo consumo, além de bombas e motores de alta eficiência, vão permitir uma economia de até 50%, em comparação com edificações convencionais. O projeto valoriza a entrada de luz natural, e a iluminação conta com 2 532 luminárias LED. Além disso, os pisos permeáveis de cores claras contribuem para evitar a formação de ilhas de calor.

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Jardins projetados: foram plantadas espécies nativas da restinga típica da região costeira do Rio de Janeiro (Foto: Bianca Nazari)

5. Paisagismo de ponta

Projetados pelo escritório de Burle Marx, os jardins têm espécies nativas da restinga típica da região costeira do Rio de Janeiro. Os visitantes entram em contato com um ambiente iluminado e com pitangueiras, ipês-amarelos e roxos, quaresmeiras e pau-brasil.

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Compensação de carbono: todas as emissões geradas pelo museu serão calculadas e compensadas com apoio de programa do Santander (Foto: Felipe Fittipaldi)

6. Compensação de carbono

As emissões geradas pelo museu serão calculadas e compensadas com o apoio do Programa Reduza e Compense CO2 do Santander, patrocinador Máster do museu. Além de apoiar a compensação do próprio museu, a ação do banco vai estimular o público a conhecer os mecanismos de compensação de carbono. Para isso, os frequentadores terão acesso à plataforma do programa, que permite a cada pessoa calcular suas emissões e comprar créditos de carbono de projetos sustentáveis.

 

Serviço

Museu do Amanhã

Local: Praça Mauá, nº 1, Centro, Rio de Janeiro

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h. A bilheteria fecha às 17h e as filas são encerradas com a antecedência necessária para garantir que todos possam entrar até o horário de fechamento.

Ingressos online: no site do museu é possível comprar ingressos com horário marcado. Há duas formas de pagamento: PagSeguro ou PayPal. Ao todo, são disponibilizados 250 ingressos por hora, inclusive meia entrada. 

Preço: R$ 10,00 a inteira e R$ 16,00 o combo que dá acesso ao Museu do Amanhã + Museu de Arte do Rio (MAR). Quem optar pelo combo precisará visitar primeiro o Museu do Amanhã, onde irá retirar o ingresso para os dois museus, e terá até sete dias para visitar o MAR.

Fonte: Abril