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"Acho o máximo mexer com o imaginário das pessoas", diz Sandy

Em entrevista exclusiva, a cantora comenta a repercussão da campanha de cerveja que mostra seu lado mais apimentado

Por: Alvaro Leme e Anna Carolina Oliveira - Atualizado em

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O Brasil inteiro falou de Sandy nos últimos dois dias. Desta vez, porque a cantora que nos acostumamos a classificar como “boa moça”, “certinha” e adjetivos similares, foi escolhida como garota-propaganda de uma cerveja cujo nome indica na direção diametralmente oposta, a Devassa. Detalhe: substituindo ninguém menos que a abilolada socialite americana Paris Hilton.

Num comercial que estreou ontem nos intervalos da novela “Insensato Coração”, Sandy apareceu dizendo: “Todo mundo tem um lado devassa. Inclusive eu.” Estima-se que tenha recebido 1 milhão de dólares pelo trabalho — quantia que ela não comenta.

Veja São Paulo — Seu lado devassa pareceu muito comportado, não? Sandy — Sabia que críticas choveriam de toda parte. Estava muuuito preparada psicologicamente pra isso. Não entrei nessa carreira ontem... São 20 anos lidando com imprensa e público. Li algumas coisas de que não gosto muito, mas a repercussão tem sido mais positiva, e isso me deixa muito feliz, claro. Estou contente de ter feito a campanha. As pessoas julgaram errado, antes de ver o comercial. Pensaram que eu seria a Paris Hilton. Óbvio que não seria assim pois, aos olhos do público, eu sou o oposto dela.

Veja São Paulo — O que você não gostou de ler, por exemplo? Sandy — Que a minha imagem é errada para associar a uma marca de cerveja. Foi a mídia que construiu essa imagem para mim. Sempre me pintaram como a moça comportada.

Veja São Paulo — Mas você é comportada. Sandy — Não! Claro que não! Sempre falaram disso em entrevistas e minha resposta era a de que sou uma pessoa normal. Acham que sou uma princesa encastelada, que nunca namorei, que nunca transei... O fato de nunca ter sido fotografada chorando, bêbada ou brigando com namorado não quer dizer que não tenha tido meus tombos. A diferença é que minha vida é minha e a preservo pra mim.

Veja São Paulo — Algum dia achou que sua imagem de certinha renderia 1 milhão de dólares? Sandy — Ninguém falou no meu cachê, nem desse valor. Mas não, jamais pensei que essa imagem de que nunca gostei me traria algo de positivo. Amei fazer a campanha e, óbvio, o dinheiro foi ótimo. Mas não topei só por isso. Já recusei propostas que trariam muito dinheiro.

Veja São Paulo — Agora que seu lado mais apimentado veio à tona, alguma chance de você posar nua para a PLAYBOY? Sandy — Continuo sendo a mesma artista. O cabelo loiro não mudou nada nas minhas atitudes. Acho o máximo mexer com o imaginário das pessoas e tenho um lado sensual, sim, mas não preciso explorar isso. Posar nua é algo que não farei, pelo menos por enquanto.

Veja São Paulo — Devem ter rolado brincadeirinhas de gente chamando você de devassa e coisa do tipo. Seu marido não se incomodou? Sandy — Nem um pouco. Se tem uma coisa bem humorada, como nesse caso, ele acha o máximo. Ele tem até retuitado algumas coisas que escreveram. E me adorou loira.

Veja São Paulo — Quando tingiu o cabelo? Sandy — Na sexta da outra semana. Passei vários dias me desdobrando para não me verem com o novo visual.

Veja São Paulo — Numa entrevista que circula pelo YouTube você aparece dizendo que não gosta de cerveja. E aí, como fica? (veja aqui o vídeo)

Sandy — Realmente disse isso. Sou adepta das bebidas mais doces. Fiz uma pesquisa com quem entende do produto, meus amigos e todos disseram que gostam. Pra ser bem sincera, experimentei antes do contrato e confesso que gostei, achei uma ótima cerveja.

Veja São Paulo — Pra ser sincera mesmo, né? Não é o cachê pesando na resposta. Sandy — Na campanha eu não apareço falando “faça como eu”, do mesmo jeito que o Bruce Willis fez comercial de curso de inglês e obviamente nunca estudou lá. Aposto que o Zezé Di Camargo não compra todas as coisas dele naquela loja que ele faz propaganda. O que eu digo é: “Se você vai beber, experimente a Devassa.” E que todo mundo tem um lado assim, inclusive eu. Eles me contrataram pra isso. Pra fazer barulho.

Fonte: VEJA SÃO PAULO