Crianças

Atores do espetáculo "Jogando no Quintal" estreiam montagem infantil

Em A Rainha Procura..., crianças ajudam na escolha de novo bobo da corte

Por: Tatiane Rosset - Atualizado em

A Rainha Procura, da Cia do Quintal
Rhena de Faria, Álvaro Lages (ao fundo), Dênis Goyos, Cláudio Tebas e Davi Taiu: ritmo dinâmico (Foto: Divulgação)

Ninguém consegue cravar a data exata da criação da Cia. do Quintal. Sabe-se apenas que, em 2001, os companheiros de Doutores da Alegria Marcio Ballas e Cesar Gouvêa começaram a apresentar um espetáculo de improviso na casa de Gouvêa chamado Jogando no Quintal, encenado no clima de um estádio de futebol. Com o sucesso, a dupla logo se transformou numa companhia. A trupe estreia agora a sua segunda empreitada no universo infantil, batizada de A Rainha Procura... A primeira foi em 2008, quando eles lançaram a peça O Mágico de Nós, inspirada na obra do americano L. Frank Baum.

Desta vez, o gramado é trocado por um tabuleiro de xadrez gigante, no qual os atores se posicionam de um lado e os espectadores do outro. Na história, uma rainha (Rhena de Faria) se encontra em estado de profunda tristeza. O seu reino foi massacrado pelo exército adversário e ela perdeu até o marido. Único sobrevivente, o fiel escudeiro Peão (Álvaro Lages) ajuda a soberana a recuperar o reino. Seus planos acabam frustrados com a aparição de dois palhaços (Cláudio Tebas, Dênis Goyos ou Davi Taiu,em revezamento) que, em vez de servir como defensores do território, preferem ser os bobos da corte. É organizada então uma competição com os mais loucos desafios, e um dos dois deve ser escolhido para cada tarefa. Para tomar a melhor decisão, a realeza precisará da ajuda do povo — ou seja, das crianças da plateia.

Acompanhada por música ao vivo, interpretada em um teclado por Lages, a montagem investe num ritmo dinâmico. “Tanto o pai quanto a criança vão rir ao mesmo tempo, mas por motivos diferentes”, promete o diretor, Cesar Gouvêa. Como a encenação ocupará um espaço pequeno, a interação do público deverá ser maior e mais divertida.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO