Criminalidade

Ascensão e queda da maior quadrilha da cidade

Monstro e Charuto lideravam o maior bando do país especializado em assalto a bancos. Atuavam com a ajuda de funcionários das instituições e um policial militar. Em todas as ações, nunca esconderam o rosto nem deram um tiro

Por: João Batista Jr. [Colaboraram Mauricio Xavier e Silas Colombo] - Atualizado em

Monstro e Charuto
Monstro e Charuto: 62 assaltos no currículo (Foto: Reprodução)

- Eu só dou entrevista se ganhar um dinheiro, não tem jeito.

- Mas entrevista não é paga.

- Eu só falo se me der o que eu ganhava pelos B.O.s que fazia, meio milhão de reais.

- Bom, sendo assim não teremos a entrevista.

- Cuidado com o que você vai colocar na revista. Olha aqui (apontando para muque direito) o tamanho do meu braço.

O diálogo travado entre a reportagem e o assaltante de bancos Rolídio Brasil de Souza Gama, conhecido como Monstro, de 42 anos, se deu na em um cubículo de três metros quadrados dentro do Departamento Estadual de Investigação Criminais (Deic), na Zona Norte. É lá que o bandido está retido ao lado do comparsa Claudio Alexandre da Silva, o Charuto, de 38 anos.

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Monstro tinha acabado de fazer a barba e, na conversa-relâmpago, não escondeu um sorriso de canto de boca, como alguém debochado e orgulhoso do que faz. Ele e Charuto formam uma dupla da pesada. São os cabeças do maior bando de assaltantes de bancos da capital em termos de produtividade. Nos próximos dias, os bandidos vão receber “visitas” de funcionários e gerentes de instituições financeiras roubadas nos últimos anos em São Paulo. Muitos desses profissionais estiveram sob a mira das armas .40 da gangue e irão até lá fazer reconhecimento.

Monstro - quadrilha - assalto a banco
Monstro e sua quadrilha em ação: nenhum tiro foi disparado (Foto: Reprodução)
Camaro Amarelo
Camaro Amarale: investimento do assaltante Charuto (Foto: Marco De Bari)

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Monstro foi preso no dia 2 de janeiro em Boiçucanga, na cidade de São Sebastião, no Litoral Norte, pelo delegado Marco Antônio Desgualdo, do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade). Ganhou na semana passada a companhia de Charuto, detido na última quarta (29), quando ia visitar seu advogado, em Santana. Ele teria participado de pelo menos dez dos 62 casos entre 2008 e 2013.

Monstro - quadrilha - assalto a banco
(Foto: Reprodução)

Com isso, a polícia acredita ter desmantelado o grupo, responsável por surrupiar pelo menos 18 milhões de reais dos cofres de agências da cidade, num cálculo conservador da corporação. Somente noano passado foram dezenove assaltos — ou seja, uma média de mais de um por mês. Os alvos prediletos eram agências do Banco do Brasil e do Santander, cada rede roubada mais de vinte vezes. “Eu gastei tudo porque levo uma vida louca”, contou Monstro aos investigadores. De fato, o bandido não tinha uma vida nababesca. Morava em uma Cohab na ZonaLeste, não mantinha contato frequente com os parentes (tem três filhos com uma única mulher) e é usuário de cocaína.

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Charuto, ao contrário, exibe músculos esculpidos em academia e mora com sua quinta mulher, com quem teve um de seus nove filhos, também em um conjunto habitacional. O dinheiro oriundo do crime era investido em carros. Sua principal aquisição foi um Camaro amarelo ano 2012, registrado em nome de um cunhado, cotado a 140 000 reais. Mas a frota particular incluía exemplares de Hyundai i30, EcoSport, Saveiro, Fiat Punto e Peugeot 206.

Monstro começou a vida no crime assaltando caminhões de transportadoras e pessoas nas ruas. Pego em flagrante e condenado, escapou em 2007 do presídio de Pacaembu, no interior de São Paulo, aproveitando o benefício do regime semiaberto que a Justiça tinha acabado de lhe conceder. De volta às ruas, passou a assaltar bancos ao lado de outro bandido. Quando a polícia apanhou seu comparsa, em 2011, resolveu montar a própria quadrilha. Como estava foragido da Justiça e tinha a ficha suja, adotou no recrutamento a estratégia de aliciar novatos nesse tipo de crime. “É um bandido diferenciado”, define o delegado Fábio Pinheiro Lopes, o responsável pela divisãode assalto a bancos do Deic. “Todos os seus assaltos contaram com a cumplicidade de um funcionário das agências e de um policial militar, que dava cobertura na rua. Com isso, nunca precisaram atirar em ninguém.”

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No esquema de trabalho da quadrilha formada por quatro integrantes principais (veja o perfil abaixo), um dos pontos mais importantes do planejamento consistia em cooptar um funcionário da empresa contratada para fazer a segurança do banco que estava no alvo. “O bando fazia a abordagem se fingindo de amigo, falando que o salário do vigilante era baixo e que em um único assalto ele poderia melhorar devida”, conta Lopes. O vigia tinha a promessa— cumprida pelos bandidos — de receber uma parte igual na divisão do “lucro” do roubo. Esse trabalho de abordagem de convencimento era a especialidade de Charuto.

Tabela
O bando de Monstro: o papel de cada integrante  (Foto: Reprodução)
Gráfico dados assalto a bancos
Assalto a bancos: modalidade de crime que está em queda (Foto: Reprodução)

A ação ocorria de manhã, antes de o expediente começar, ou no fim da tarde, depois de encerrado o horário bancário. No caso dos assaltos diurnos, os ladrões procuravam o primeiro gerente a aparecer por ali, anunciavam o assalto e rumavam para os fundos da agência, em busca do dinheiro guardado no cofre. Após sua prisão, Monstro contou à polícia que nessas ocasiões portava uma arma de brinquedo. Dos quatro comparsas, apenas um deles portaria uma pistola de verdade. Segundo o depoimento de um gerente do Santander, Monstro ficava tão à vontade nesses momentos que lhe deu uma bronca quando ele chegou ao trabalho. “Seu horário é 8 da manhã. Está meia hora atrasado. Não tem medo de perder o emprego?” Para não chamar atenção, o vestuário deles era composto de calça social, camisa e gravata— o mesmo tipo de roupa usado pelos verdadeiros funcionários de banco.

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A ação durava, no máximo, uma hora, já que alguns cofres são compartimentados e têm um temporizador programado para abri-los em média após trinta minutos. No fim, eles carregavam a CPU dos computadores das agências com as imagens gravadas pelas câmeras de segurança. Por isso, nem sequer se davam ao trabalho de usar máscaras. Apesar de as empresas terem aperfeiçoado as tecnologias e as medidas para coibir os assaltos, algumas agências ainda armazenam os dados de seu circuito interno de câmeras apenas em um computador. Os bandidos, cientes dessa deficiência, concentravam seus trabalhos nesses locais.

As investigações sobre o bando começaram em janeiro do ano passado. O caso ganhou impulso quando a polícia conseguiu prender quinze vigias que ajudaram o grupo nos assaltos. “Como todos eram do Campo Limpo, Embu das Artes e Taboão da Serra, percebemos que o aliciador era da região”, conta o delegadoLopes. “Foi a partir disso que chegamos a Charuto, descobrimos sua frota de carros e a conexão dele com Monstro.” Por descuido da quadrilha, algumas imagens de agências sendo assaltadas sobreviveram à tentativa de queima de arquivo deles. O material confirmou a participação de Monstro e de seus companheiros.

Deic - Wagner Giudice
Wagner Giudice, diretor do Deic: entidade comandou investigações contra o bando que assaltava bancos (Foto: Lucas Lima)

Com informações obtidas por meio de grampos telefônicos, os investigadores do Deic tinham o plano de prender toda a quadrilha em flagrante. Em setembro de 2013, os policias alugaram um sobrado em frente a uma agência bancária da Mooca que eles tramavam roubar. Mas, depois de receber uma dica de dentro do banco, Monstro mudou de ideia e avaliou que havia pouco dinheiro no local. Ele jamais saía de um banco com menos de 150 000 reais. Nos dias mais rentáveis, levava de 500 000 a 700 000 reais. Depois da tentativa frustrada, a polícia resolveu infiltrar um agente disfarçado de vigia para ser cooptado pelo grupo, em uma ação com previsão de ocorrer na Zona Sul. Porém, no dia marcado para o assalto, no início de dezembro passado, o bando mudou novamente de plano. A gangue considerou a época muito arriscada. O cerco acabou se fechando por acaso, quando o Decade recebeu a informação de que Monstro passava as férias em Boiçucanga ao lado de amigos. Acabou algemado de bermuda colorida e chinelo de dedo.

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Deic - Fábio Pinheiro Lopes
Fábio Pinheiro Lopes, da divisão de assalto a Bancos, do Deic: responsável pelas investigações sobre a quadrilha de Monstro (Foto: Lucas Lima)

O número de roubos em geral aumentou 18% na metrópole desde 2011, saltando de 107 000 naquele ano para cerca de 127 000 em 2013. Nos casos específicos que envolvem assalto a banco, as estatísticas mostravam queda — de 171 casos em 2009 para 115 em 2012. Além da ação da polícia, os investimentos do setor financeiro ajudaram nesse recuo. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o valor gasto em proteção e segurança das agências bancárias em SãoPaulo aumentou mais de 60% nos últimos dez anos, chegando a cerca de 8 bilhões de reais em 2013.

As ocorrências do tipo, no entanto, voltaram a crescer na temporada passada, quando foram registradas 122 na cidade, o que representa 6% a mais que no período anterior. Apesar do aumento, é um problema relativamente pequeno diante do universo de 2 394 agências bancárias da capital. Mesmo assim, vem merecendo atenção das autoridades e instituições financeiras. O fenômeno está ligado à tendência de migração de atividades criminosas mais fáceis e amadoras, como o roubo de carros e de aparelhos eletrônicos, para operações maiores. “Muitas vezes, o roubo a banco serve para financiar outras ações que exigem maior capital, como o tráfico de drogas”, afirma Jorge Lordello, ex-delegadoe especialista em segurança pública. “A sensação de impunidade faz com que os criminosos se arrisquem em assaltos mais ousados e lucrativos, em vez de depender de receptadores para conseguir o dinheiro. "Foi exatamente o caso de Monstro. Até a última quinta (30), a polícia continuava à caça dos dois homens de seu bando que atuavam como motorista e do PM que dava cobertura.

Cinquenta anos de ataques aos cofres

Alguns dos roubos a banco mais célebres ocorridos na capital

Assalto agência Itaú, em 2007
Assalto à agência do Itaú, em Moema, em 2007: final trágico com adolescente baleada (Foto: Duilio Ferronato/Folha Imagem)

Crimes do gênero fazem parte da rotina paulistana há cinquenta anos. O primeiro grande caso remonta a 27 de janeiro de 1965, quando um carro forte do Banco Moreira Salles foi abordado na porta do prédio da instituição, na Praça do Patriarca, no centro. Houve tiroteio e um funcionário da empresa terminou morto. Os 500 milhões de cruzeiros levados (na época, suficientes para comprar 100 carros populares) seriam recuperados depois, com a quadrilha presa.

Outro episódio célebre teve como cenário a agência central do Banespa, na Rua João Brícola, no centro, em julho de 1999, quando um bando formado por doze homens saqueou 39 milhões de reais. Mais recentemente, a criatividade teve de ser adotada para burlar sistemas de segurança. Em maio de 2007, assaltantes cruzaram desarmados a porta com detector de metais de uma agência do HSBC na Rua Joaquim Floriano, no Itaim Bibi. Enquanto eles distraíam os seguranças, um comparsa passou uma pistola automática pela caixa em que os clientes depositam seus objetos. Após nove minutos comunicando-se por meio de fones de ouvido e com todos os funcionários e clientes rendidos, o grupo não conseguiu abrir o cofre e deixou o local com o dinheiro dos caixas. Em fevereiro daquele mesmo ano, uma tragédia marcou o roubo a uma agência do Itaú na Avenida Ibirapuera, em Moema. Portando fuzis e metralhadoras, os bandidos trocaram tiros com a polícia durante a fuga, e a adolescente Priscila Aprígio, de 13 anos, acabou paraplégica ao ser atingida por um dos disparos.

O maior assalto já registrado na capital ocorreu na madrugada de 28 de agosto de 2011, em uma agência do Itaú na Avenida Paulista. Ao longo de oito horas, a quadrilha arrombou 170 cofres particulares, levando um montante que, estima-se, circulou entre 250 e 500 milhões de reais. Posteriormente, parte das joias e do dinheiro furtados seria recuperada e o mentor do crime, preso.

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  • Peixes e frutos do mar

    Amadeus

    Rua Haddock Lobo, 807, Cerqueira César

    Tel: (11) 3061 2859 ou (11) 3088 1792

    VejaSP
    7 avaliações

    A chef Bella Masano mescla receitas introduzidas por seus pais, Ana e Tadeu Masano, com suas próprias criações. É o caso de um tentador camarão-rosa na companhia de arroz negro (R$ 138,00). O mesmo acompanhamento, feito dessa vez com vôngoles, torna-se par da pescada-amarela guarnecida de couve e cenoura (R$ 96,00). Antes, prove o mutante couvert (R$ 16,00, no almoço, e R$ 19,00, no jantar), que pode ser composto de pastel de camarão, polvo com abobrinha e berinjela com aliche, além de uma sopinha. Uma nota de doçura vem das texturas de coco (R$ 32,00), um trio de manjar na calda de caju, sorvete e cocada mole. Há também dois menus degustação, um a R$ 215,00 e o outro a R$ 255,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Carnes

    Pobre Juan - Higienópolis

    Rua Tupi, 979, Higienópolis

    Tel: (11) 3825 0917

    VejaSP
    3 avaliações

    Do trio de casas de cortes em estilo argentino, a unidade de Higienópolis tem a vantagem de oferecer um salão envidraçado que se abre para um jardim cheio de árvores. Estagiam na grelha carnes como o bife com o nome do restaurante (R$ 109,40, 370 gramas), uma variação do contrafilé extraída do ancho. O cardápio também traz receitas da cozinha, entre elas o pirarucu na brasa com palmito pupunha ao molho de ervas com alcaparrone, farofa de urucum e crocante de couve (R$ 86,90). Um dos orgulhos da rede é a bem selecionada carta de vinhos. Uma filial no MorumbiShopping deve ser inaugurada ainda neste ano.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Hamburguerias

    P.J. Clarke's - Oscar Freire

    Rua Oscar Freire, 497, Jardim Paulista

    Tel: (11) 2579 2765

    VejaSP
    4 avaliações

    Marcas indeléveis da centenária rede nova-iorquina, como paredes forradas de quadros e mesas com toalha xadrez, estão presentes nas duas unidades paulistanas. Aqui também se encontram seus principais predicados: os hambúrgueres altos, daqueles difíceis de abocanhar. No cadillac, entram na composição um disco de carne de 200 gramas, cheddar, bacon, alface e tomate (R$ 29,00). O minas burger é uma inclusão mais recente, com queijo de nata, geleia de pimenta-biquinho e anéis de cebola empanados (R$ 30,00). A batata frita, que antes acompanhava todas as pedidas, agora é vendida à parte por R$ 10,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Onde comer a receita de origem francesa, boa opção para os dias mais quentes
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  • Árabes

    Saj - MorumbiShopping

    Avenida Roque Petroni Júnior, 1089, Jardim Das Acácias

    Tel: (11) 5189 6700

    VejaSP
    4 avaliações

    Tanto as pedidas frias, como a salada com queijo de cabra e pistache (R$ 43,80), quanto as quentes, a exemplo do quibe grelhado (R$ 37,90) e do faláfel com molho de gergelim servido numa jarrinha à parte (R$ 32,70), vão bem. Só não vale pular as entradas. A esfiha fechada de ricota bem úmida (R$ 6,60), a esticadinha de zátar de massa bem crocante (R$ 5,50) e os pães assados na casa (R$ 13,80) para acompanhar o trio de pastas (R$ 31,80) são uma delícia. Sobremesa inevitável, o chocolamour (R$ 21,90) leva na pequena taça uma quantidade impressionante de sorvete, calda de chocolate, farofa doce e chantili.

    Preços checados em 31 de maio de 2016.

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  • Bares variados

    Heineken Up On The Roof

    Avenida Prestes Maia, 241, Centro

    6 avaliações
  • O tradicional prato de bucho de boi e feijão-branco aparece em boas versões na cidade
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  • La Madrileña

    Rua Cônego Eugênio Leite, 1127, Pinheiros

    4 avaliações
  • Chocolates

    Vila Chocolat

    Rua Cunha Gago, 836, Pinheiros

    Tel: (11) 3863 2209

    VejaSP
    4 avaliações

    Primeiro vieram os bombons (R$ 5,00), que continuam ótimos. Depois, os sorvetes. Mais recentemente, a casa incluiu no menu algumas sugestões salgadas para um lanche ou almoço rápido. Entre elas, está uma boa torta de frango caipira desfiado com cream cheese, palmito e cenoura ralada, servida na companhia de uma saladinha. Custa R$ 25,00. São os docinhos de cacau, contudo, que continuam a fazer a fama do endereço.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Localizado no Parque da Água Branca, o agradável lugar é dedicado aos livros. Nos fins de semana, o lugar promove eventos bacanas. Todas as sextas, há um clube de leitura das 13h Às 17h. Aos domingos, atividades educativas são iniciadas às 11h e uma feira de troca de livros acontece das 14h às 17h.
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  • Variados

    Três exposições bacanas para ver com a garotada

    Atualizado em: 21.Jan.2014

    Mais de Mil Brinquedos para a Criança BrasileiraAmazônia Mundi O Pequeno Príncipe são ótimas opções de passeios
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  • A curadora Denise Mattar escolheu 116 peças (entre cerca de 1.000) da coleção particular do advogado Sérgio Carvalho, de 53 anos, para compor a mostra Duplo Olhar — o dele e o dela. Ali se propôs a apresentar um panorama da produção brasileira dos últimos vinte anos. Na seleção encontram-se artistas jovens e consagrados das cinco regiões do país, agrupados por assuntos recorrentes na arte contemporânea. Entre os destaques da nova geração está o hypado Jonathas de Andrade, com a encantadora fotoinstalação Ressaca Tropical. Ela relembra casos amorosos em pequenos bilhetes misturados com imagens. Uma outra versão da obra integra o acervo do museu britânico Tate Modern. Dos trabalhos dos nomes mais experientes que, de alguma maneira, se referem a paisagens em suas criações, sobressai a instalação Derrapagens, de Regina Silveira (as marcas de pneu cobriram a loja da UMA, na Vila Madalena, em 2010). No núcleo Non-Sense Stories surgem alguns novatos que estão se tornando badalados, como Ana Elisa Egreja (que vendeu todos os quadros em sua última individual, na Galeria Leme) e Flávio Cerqueira, representado por duas esculturas da série Ensimesmados. Uma curiosidade: as peças ficam expostas na casa e no escritório de Carvalho, assim como na residência de parentes e amigos, em Brasília. De 25/1/2014 a 6/4/2014.
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  • Principal marca do diretor Gabriel Villela, a transformação do óbvio adquire em Um Réquiem para Antonio uma proporção surpreendente. O texto escrito por Dib Carneiro Neto recupera uma história contada em uma celebrada peça de teatro assinada por Peter Shaffer e no oscarizado filme de Milos Forman Amadeus, de 1984. Portanto, a novidade poderia ficar zerada. Não para Villela, um encenador que, acertando ou errando, enfrenta o diferente. Dramático ao extremo, o original ganha contornos fortes de tragicomédia, influenciada pela estética circense e pela chanchada, para mostrar a história de inveja que une dois grandes compositores, o italiano Antonio Salieri (1750-1825) e o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791). Agonizante no leito, Salieri (interpretado por Elias Andreato) mergulha em um delírio e acerta as contas com Mozart (vivido por Claudio Fontana), que, morto aos 34 anos, foi seu rival artístico. Como clowns, Andreato e Fontana deslizam na arena transformada em picadeiro. A dupla troca de registro e ganha a empatia do público sem ofuscar a biografia de Salieri e Mozart. Muitas vezes, os diálogos parecem improvisos, tamanha a espontaneidade. Acompanhadas do pianista Fernando Esteves, as atrizes e cantoras Nábia Vilela e Mariana Elisabetsky fazem intervenções pontuais. Estreou em 17/1/2014. Prorrogada até 4/5/2014.
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  • Nossa Cidade e Toda Nudez Será Castigada podem ser vistos no Sesc Consolação
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  • Lançado em 2010, o espetáculo Mulheres Alteradas foi a primeira e bem-sucedida incursão do diretor Eduardo Figueiredo ao universo da cartunista argentina Maitena. Lá, as personagens fugiam de clichês em uma trama linear. Com dramaturgia de Miguel Paiva, a comédia Superadas não encontra a mesma afinação e resulta em uma sucessão de esquetes um tanto óbvios na busca da diversão. A peça é centrada em quatro mulheres reunidas em uma festa. Marta (Flávia Guedes), Margarida (Catarina Abdalla), Marisa e Patrícia (ambas representadas por Mel Lisboa) enfrentam crises. O público até ri (pouco) diante de piadas sobre estética, manias e discordâncias entre homens e mulheres, mas esses tipos parecem pertencer a um outro mundo e não ao das tiras tão críticas e inteligentes de Maitena. Raphael Viana se divide nos papéis masculinos. Estreou em 11/10/2013. Até 9/3/2014.
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  • Em 2011, durante a última visita dos californianos do Bad Religion ao país, circulavam rumores de que aquela seria a turnê de despedida da banda. Felizmente, não passou de boato. Importante na cena punk, o sexteto capitaneado pelo vocalista Greg Graffn reencontra- se com os fãs paulistanos no sábado (8/2/2014), no HSBC Brasil. Formado em Los Angeles nos anos 80, o grupo inspirouse nos precursores do movimento na década anterior, entre eles Ramones e Black Flag, e foi o que mais vendeu discos na história do punk. No repertório, faixas do álbum True North (2013) se revezam com clássicos como Infected e American Jesus. Graffn apresenta-se à frente de Brett Gurewitz, Greg Hetson e Brian Baker (guitarras), Jay Bentley (baixo) e Brooks Wackerman (bateria). O conjunto paulistano Nem Liminha Ouviu faz a abertura.
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  • Nesta terça (4) começam as vendas para quem quer ver o cantor havaiano. E ainda há lugares para ver a banda americana
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  • Morgan Freeman, Bill Nighy, Ian McKellen, Stellan Skarsgard e Geoffrey Rush seguem firmes nas telas
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  • Um dos gêneros menos constantes no cinema nacional é o terror. Por isso, chega a surpreender que Quando Eu Era Vivo tenha um resultado sem nada a dever aos similares americanos. Os méritos são vários. Vão da direção estudada de Marco Dutra, passam pela atuação do trio de protagonistas (Marat Descartes, Antonio Fagundes e a cantora Sandy Leah) e terminam no acabamento técnico invejável para os padrões brasileiros — fotografia e efeitos de áudio, por exemplo, mostram qualidade. Embora o enredo seja inferior a Trabalhar Cansa, filme anterior do cineasta, o novo longa-metragem, no conjunto, possui mais harmonia e deve agradar a plateias maiores. A história, adaptada do livro A Arte de Produzir Efeito sem Causa, de Lourenço Mutarelli, tem início quando Júnior (Descartes) regressa ao apartamento do pai (Fagundes) em São Paulo, após se separar da mulher. Eles mantêm um convívio difícil, sobretudo porque o patriarca reconstruiu a vida depois da morte da esposa. Alugou um quarto para uma estudante de música (Sandy), aderiu à malhação e fica algumas noites na casa da namorada (Tuna Dwek). Júnior, ao contrário, está tomado por amargas e sinistras lembranças do passado, envolvendo seu irmão caçula e a mãe. Assim, afastou-se das ruas e da realidade. O clima de horror proporciona desconforto, a tensão aumenta e o desfecho acena para um drama familiar capaz de ampliar a reflexão do que se viu até então. Estreou em 31/1/2014.
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  • O diretor Ryan Coogler, de 27 anos, saiu do Festival de Sundance 2013 com os prêmios do público e do júri. Em seu primeiro longa-metragem, ele buscou uma chocante história extraída das páginas policiais. No revéillon de 2009, Oscar Grant (papel de Michael B. Jordan) voltava de São Francisco para Oakland junto da namorada e de um grupo de amigos. Um tumulto no vagão do metrô provocou uma briga, da qual ele fez parte. O rapaz tentou se safar, mas logo foi descoberto. Vinda da arma de um policial, uma bala tirou a vida de Oscar, pai de uma garotinha. O roteiro reconstitui o último dia do protagonista. Embora um traficante de drogas forçado pelas circunstâncias, ele era atencioso com a mãe (Octavia Spencer) e um pai dedicado. Há licenças ficcionais (e muito emotivas) tentando reforçar seu lado amistoso. Impressionam os quinze derradeiros minutos, que recriam com uma fidelidade arrasadora os últimos momentos de sua vida. Estreou em 31/1/2014.
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  • Entre as adaptações feitas da lenda japonesa encontra-se o clássico A Vingança dos 47 Ronin (1941), de Kenji Mizoguchi. Embora situada no Japão do século XVIII, essa versão pretende conquistar o público jovem na base da ação e dos efeitos visuais, que remetem aos videogames. A trama começa quando o órfão Kai, ainda criança, passa a viver na aldeia de Ako, sob a proteção de lorde Asano (Min Tanaka). Adulto (e na pele de Keanu Reeves), esse mestiço é refutado pelos guerreiros. Contudo, consegue conquistar o coração de Mika (Ko Shibasaki), filha do líder. A chegada do xogum ao local trará um revés à história. Enfeitiçado por uma bruxa (Rinko Kikuchi), Asano torna-se violento e, como punição, precisa cometer haraquiri. Os samurais, sem o seu líder, viram os ronins do título, caem em desgraça e se dispersam. Um ano depois, o veterano Ôishi (Hiroyuki Sanada), inconformado com a situação, vai atrás de Kai para reunir o bando e vingar a morte de seu mestre. Se a luxuosa recriação de época é de encher os olhos, a sonolenta atuação de Reeves e a caricata feiticeira de Rinko Kikuchi (protagonista de Círculo de Fogo) depõem contra a fita. Estreou em 31/1/2014.
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  • Engrossando o coro dos filmes em cartaz que tratam abertamente de sexo, como Ninfomaníaca e Azul É a Cor Mais Quente, essa comédia dramática chilena traz uma história curiosa e inspirada em personagem real. Daniela (Alicia Rodríguez), de 17 anos, é expulsa da escola por querer transar no banheiro. De família evangélica, a garota cria um blog para relatar desejos e frustrações sexuais. A mãe conservadora a obriga, então, a trabalhar num canal de TV cristão, onde conhece Tomás (Felipe Pinto). Embora atraídos, ele recusa os prazeres antes do casamento por causa da religião. A linguagem moderninha tem recursos eróticos de animação, mas, em geral, o assunto consegue ser mais avançado do que a limitada qualidade da realização. Estreou em 31/1/2014.
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  • O início do drama de época promete uma trama calorosa e emotiva. Não é, porém, o que ocorre nas mais de duas horas de projeção desta adaptação do best-seller homônimo, escrito pelo australiano Markus Zusak. Em 1938, a menina Liesel (Sophie Nélisse) ganha novos pais ao ser deixada pela mãe comunista num pequeno vilarejo alemão. Ao contrário da severa Rosa (Emily Watson), Hans (Geof frey Rush), o pai adotivo, a trata com carinho e a ensina a ler. A menina acaba pegando mais gosto pelos livros quando Max (Ben Schnetzer) consegue abrigo por lá. Trata-se de um jovem judeu, acolhido pelo casal e escondido no porão da casa. Em recriação fraquinha, a história não possui densidade dramática no enfoque da II Guerra. Estreou em 31/1/2014.
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  • Criação do compositor checo Antonín Dvorák, a ópera Rusalka ganha transmissão ao vivo da Metropolitan Opera, de Nova York. No sábado (8/2/2014), às 15h55, as salas do UCI Anália Franco, Santana Parque, Jardim Sul, Kinoplex Vila Olímpia mostram a montagem conduzida pelo maestro canadense Yannick Nézet-Séguin. A história narra a trajetória da sereia Rusalka (papel da soprano americana Renée Fleming) em busca do amor. O tenor polonês Piotr Beczala também está no elenco. Com cerca de quatro horas de duração, o espetáculo tem ingresso a R$ 60,00.
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  • A animação levou o Oscar, assim como sua canção, Let It Go. Graciosa, a história enfoca a trajetória de duas princesas. Elsa, a primogênita, possui o dom de transformar em gelo tudo o que toca. Ao ser coroada, tem seu poder revelado para o povo do reino nórdico de Arendelle. Assustados, os habitantes pensam tratar-se de bruxaria. Elsa escapa de lá e refugia-se nas montanhas nevadas. Espevitada e destemida, sua irmã, Anna, precipita-se atrás dela e deixa o trono aos cuidados de seu noivo. Estreou em 3/1/2014.
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  • Lições hospitalares

    Atualizado em: 31.Jan.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO