Cinema

Em '15 Anos e Meio', pai tenta entender mente da filha adolescente

Na trama, o cientista Phillipe retorna à França e estranha ao encontrar uma moça (vivida pela adorável Juliette Lamboley)

Por: Alex Xavier - Atualizado em

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Juliette Lamboley e Daniel Auteuil: conflito de gerações rende risos (Foto: Divulgação)

O cinema francês anda menos sisudo, de olho nos mais jovens. Nos últimos anos, produziu comédias singelas sobre o universo adolescente, sobretudo com foco na relação e nos conflitos entre pais e filhos. Alguns desses filmes desembarcam no Brasil, caso do recente 'Rindo à Toa' (2008), estrelado por Sophie Marceau no papel de uma mãe liberal. Agora é a vez do simpático 15 Anos e Meio.

Embora o ponto de partida, o reencontro entre o pai ausente e a filha que cresceu longe dele, já tenha sido explorado antes, o assunto ainda rende. Na trama, o cientista Phillipe (Daniel Auteuil) deixou sua menina Églantine ainda pequena aos cuidados da ex-mulher na França. O motivo: teve de se mudar para os Estados Unidos, onde trabalharia em uma pesquisa. A distância, mal acompanhou o desenvolvimento da garota. Já consagrado em sua área anos depois, Phillipe retorna e estranha ao encontrar uma moça (vivida pela adorável Juliette Lamboley). Para complicar, agora é a mãe da menina quem precisa viajar a negócios. Enquanto o sujeito tenta recuperar o tempo perdido das maneiras mais atrapalhadas, a jovem está mais ocupada com a paixão por um colega de escola.

Quem se acostumou a ver o ator Daniel Auteuil em papéis densos (Caché, O Adversário e Meu Melhor Amigo) pode se surpreender com as situações dignas de pastelão nas quais seu personagem se envolve. Algumas cenas são um tanto exageradas, como o programa de reeducação paterna pregado por seu ex-cunhado. Do retrato das panelinhas do colégio à trilha sonora, o filme mira a plateia juvenil. Muitos pais, no entanto, devem se identificar com a missão de Phillipe em se reaproximar da filha. Entre várias caras novas e promissoras, aparecem em participações atores experientes como François Berléand (‘Uma Garota Dividida em Dois’) e Alain Chabat (‘A Noiva Perfeita’).

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO