Mauricio de Sousa lança a primeira edição do acampamento da Turma da Mônica

Crianças de 6 a 12 anos poderão passar três dias com os personagens durante as férias escolares de janeiro; confira uma entrevista exclusiva com o criador dos quadrinhos

Imagine fazer um piquenique (com direito a melancia, claro) ao lado da Magali. Ou ainda participar de uma gincana para encontrar o coelho Sansão escondido pelo Cebolinha. Essas e outras atividades temáticas farão parte da programação do primeiro acampamento da Turma da Mônica, programado para ocorrer entre 8 e 10 de janeiro de 2015.

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O lugar escolhido para sediar a experiência foi a tradicional colônia de férias Nosso Recanto, conhecida como NR, em Sapucaí Mirim (MG). Durante três dias e duas noites, 200 crianças com idades entre 6 e 12 anos poderão se divertir com os personagens em tempo integral.

As inscrições podem ser feitas a partir desta terça (7) pelo site do acampamento. O pacote custa 1 350 reais por pessoa (ou seis parcelas de 225 reais) e inclui transporte de ida e volta, com saída de São Paulo; seguro viagem; cinco refeições diárias; e fotos e vídeo da temporada. A infraestrutura do NR conta com acomodações separadas para meninos e meninas, monitores e enfermaria.

Aproveitamos o anúncio da novidade para conversar com Mauricio de Sousa, criador da história em quadrinhos. Confira abaixo:

 

A Monica e a Magali completaram cinquenta anos. Como desenvolver novas histórias quando tudo parece já ter sido abordado?

Temos o cuidado de perceber o que está acontecendo, qual é o papo mais atual, e de puxar esses temas para os quadrinhos. Se entendermos como as crianças estão recebendo informação, a história nunca envelhecerá. A Monica nunca foi tão jovem e antenada. 

Que diferenças você nota entre o público infantil de hoje e o do início da Turma da Mônica?

Estamos na quarta geração de fãs das histórias. Mas a criança de hoje é a mesma de ontem. Mudaram apenas as ferramentas que elas usam, sejam os brinquedos ou os aparelhos eletrônicos. Toda criança tem desejos e emoções semelhantes, no Brasil e no exterior. Tenho a prova disso quando as histórias que escrevo aqui são publicadas em outros países da mesma forma, sem alterações.

Hoje a tendência é que as crianças tenham acesso a coisas do mundo dos adultos mais cedo. Isso muda o jeito de dialogar com elas?

Antes elas não estavam satisfeitas com o jeito como eram tratadas. Agora, sim, as coisas estão certas: elas têm liberdade e não são mais podadas, em geral. Aliás, tecnologia é coisa de criança, algo que elas ensinam aos adultos como usar. Eu, por exemplo, não podia nem mexer na vitrola dos meus avós.

Você está com 78 anos. Pensa em se aposentar?

De certa maneira, estou preparando o terreno para passar o bastão desde que comecei. Seis dos meus dez filhos trabalham comigo na Mauricio de Sousa Produções. Eu nunca os obriguei a isso. Sou privilegiado.

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