Professora de educação física dá aulas de futebol em Paraisópolis

À frente do projeto Um Passe para a Educação, Regina Queiroz treina 160 crianças e jovens carentes de uma das maiores favelas da cidade

Fanática por futebol desde criança, a professora de educação física Regina Queiroz troca passes e dá chutes para ajudar seus vizinhos de bairro. Desde 2007, a moradora do Morumbi ministra aulas do esporte a crianças da favela de Paraisópolis. Ela começou sem patrocinador, dependendo apenas da parceria com uma empresa de aluguel de quadras de grama sintética,que liberou o espaço para treinos, e saía arrecadando chuteiras usadas entre os amigos dos filhos. Em menos de um ano seu “time” já contava com mais de 100 jogadores.

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No ano passado, a iniciativa foi rebatizada de Um Passe para a Educação e aliou-se à ONG Por Mais Alguém para angariar recursos. Foi incluída na Lei Paulista de Incentivo ao Esporte — em que empresas podem doar 3% do ICMS a projetos sociais — e passou a ter um orçamento mensal de 45 000 reais. Com isso, pôde oferecer atendimento odontológico e psicológico a seus 160 atletas entre 8 e 17 anos, além de bancar os 3 000 reais de aluguel do campo do Palmeirinha, atual endereço de treinamento. Os garotos ainda recebem uniforme, chuteiras e lanche. Há aulas duas vezes ao dia, de segunda a sexta-feira. Para participar delas, é obrigatório estar matriculado no colégio e tirar boas notas. “Puxo a orelha e não permito nem que eles falem palavrões em campo”, diz Regina, chamada de “Mãe Branca” pelos pupilos.

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Por enquanto, os resultados esportivos são tímidos. Um dos garotos do projeto chegou a atuar pelo Oeste, de Chapecó (SC), que disputa a terceira divisão do futebol catarinense, e dois outros estão defendendo equipes de futsal da capital. Mas o verdadeiro trunfo do projeto é social. “Mais do que ensinar a jogar bola, ajudamos na educação e formação dessas crianças”, explica a professora. Seus craques são o exemplo disso. “A Regina e o time são como uma família para mim”, diz o estudante Ives de Santana, de 16 anos, aluno da escolinha desde 2008. “Se não fosse por ela, hoje eu poderia estar em lugares errados. Sou muito grato”, afirma.

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