Quatro décadas de fiscais eletrônicos

Os primeiros radares móveis de velocidade da capital foram instalados na Marginal Pinheiros em 1975

No dia 30 de maio, a CET abriu consulta pública para a contratação de uma empresa que vai operar novos radares na cidade, em um investimento de 700 milhões de reais (para um número ainda indefinido de aparelhos). A última vez que a companhia adquiriu esses dispositivos foi em 2011, com seis mecanismos do tipo pistola, usados principalmente para monitorar motocicletas. Entre as funcionalidades exigidas para a nova safra está a capacidade de aplicar multas por média de velocidade, o que depende de legislação federal para ser posto em prática.

Há quase quarenta anos a pressa dos motoristas paulistanos não é segredo para os órgãos de trânsito. Em 1975, começaram a operar os dois primeiros radares móveis da capital. Importados da Alemanha, fotografavam veículos trafegando a mais de 65 quilômetros por hora na Marginal Pinheiros: cada um registrava quarenta imagens por dia.

Hoje, existem 588 equipamentos — 176 deles possuem tecnologia de leitura automática de placas —, preparados para fiscalizar infrações como desrespeito ao rodízio e à faixa de pedestres. Em 2012, eles flagraram quase 7,5 milhões de irregularidades.

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