Exposição retrata a trajetória dos ciganos

Um dos registros mais antigos da presença do povo nômade em São Paulo é datado de 1726

Com fotografias de Rogério Ferrari, a exposição Ciganos, Estigma e Identidade permanece até sábado (14) na biblioteca Brasiliana, na Cidade Universitária. A mostra foi inaugurada em novembro, durante um seminário internacional sobre o povo nômade no Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP). De origem provavelmente indiana e espalhados por todo o mundo, os ciganos viveram uma trajetória de perseguição ao longo dos séculos, mas possuem pouca história comprovada.

 

“Sabemos que a primeira leva a chegar ao Brasil foi deportada da Península Ibérica antes de 1600”, diz o pesquisador Marcos Toyansk, do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação da USP. Um dos registros mais antigos da presença deles em São Paulo é datado de 1726, quando uma notificação emitida pelo governo local estipulava um prazo de 24 horas para umgrupo deixar a cidade. “Hoje muitos fixaram residência, mesmo sem abrir mão de suas tradições”, afirma Toyansk. É comum, por exemplo, encontrar por aqui a tsara — tenda para receber visitas e abrigar cerimônias — no fundo do terreno das casas de descendentes.

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