“Diário de um Jornalista Bêbado” é um projeto pessoal de Johnny Depp

Filme faz boa adaptação do livro do escritor Hunter S. Thompson, de quem o ator era amigo

Assim como Brad Pitt e George Clooney, Johnny Depp vem da linhagem de atores que sabe combinar cinema comercial a fitas, digamos, mais alternativas sem perder a credibilidade. Para cada episódio da cinessérie “Piratas do Caribe” (o quinto já foi anunciado), o astro se mete em mais uma parceria com o diretor esquisitão Tim Burton (“A Fantástica Fábrica de Chocolate”), empresta sua voz a desenhos excêntricos (“Rango”) ou se aventura a produzir e protagonizar projetos pessoais. Este último caso se aplica à comédia “Diário de um Jornalista Bêbado”, inspirada no livro do americano Hunter S. Thompson. A pré-estreia ocorre no Kinoplex Itaim e seu lançamento está previsto para sexta (20).


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Amigo do autor, que se suicidou aos 67 anos em 2005 e a quem o filme foi dedicado, Depp interpreta na trama Paul Kemp. Em 1960, esse jornalista troca Nova York pela paradisíaca ilha de Porto Rico, território dos Estados Unidos nos belos mares do Caribe. Seu objetivo é ser repórter de um jornal quase falido, tocado por um editor oportunista (Richard Jenkins). Para ajudar Kemp a enfrentar o cotidiano até então morno, surgem Sala (o ótimo Michael Rispoli) e Moberg (Giovanni Ribisi), colegas de trabalho cujo teor de álcool no sangue dá inveja em Keith Richards. Não demora muito para Kemp descobrir os prazeres da capital San Juan — começando pelo rum e terminando na deusa platinada Chenault (Amber Heard), namorada de Sanderson (Aaron Eckhart), poderoso homem de negócios que pretende transformar uma ilha vizinha num gigantesco complexo hoteleiro.

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“Rum — Diário de um Jornalista Bêbado” foi o primeiro livro de ficção de Thompson, claramente extraído de sua estada em Porto Rico, antes de ele se esbaldar nas drogas alucinógenas. Em vistosa produção de época e direção comedida de Bruce Robinson (de “Como Fazer Carreira em Publicidade”, de 1989), o longa é a segunda incursão de Depp no universo de Thompson, após o megamaluco “Medo e Delírio” (1998). Envolvido em situações divertidas e outras tantas perigosas, Kemp, alter ego do próprio escritor, faz de si mesmo um personagem dos artigos datilografados por Thompson em sua original mistura de jornalismo e literatura.

AVALIAÇÃO  ✪✪✪

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