Alckmin admite que há racionamento de água

Em declarações anteriores, governador sempre negou que havia restrição no abastecimento 

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu nesta quarta-feira (14) que São Paulo enfrenta um racionamento de água há vários meses. Em declarações anteriores, o tucano sempre negou qualquer tipo de restrição do abastecimento hídrico, apesar da grave crise que atinge os principais reservatórios que atendem a Região Metropolitana de São Paulo desde o início do ano passado.

“O racionamento já existe. Quando a ANA (Agência Nacional de Águas) diz que você tem que reduzir de 33 (metros cúbicos) para 17 no Cantareira, é óbvio que você já está em restrição”, afirmou Alckmin durante coletiva na Academia do Barro Branco, da Polícia Militar, na Zona Norte.

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Alckmin negou, no entanto, que ele mesmo tenha que decretar o racionamento. “Já temos a restrição de água estabelecida pela ANA, que é a agência reguladora. Não tem que ter decreto. Isso está mais do que explicitado. O procurador-geral do Estado é professor de Direito Constitucional da USP (Universidade de São Paulo).”

Sobretaxa

Na noite de terça-feira (13), a Justiça condeceu liminar suspendendo a sobretaxa de até 100% na conta de água lançada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) no dia 8 de janeiro para tentar estancar a crise hídrica que já dura um ano.

Na decisão, a juíza Simone Viegas de Moraes Lemea determinou que a adoção de sobretaxas para restringir o consumo de água deve ser precedida da declaração oficial de racionamento pela autoridade gestora de recursos hídricos. 

Confira as últimas notícias

O governo paulista informou que vai pedir nesta quarta-feira (14) ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) a suspensão da liminar que impede a cobrança de sobretaxa de até 100% sobre a conta de água a ser aplicada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

(Com Estadão Conteúdo)

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