A origem do Itaim Bibi

Saiba como começou um dos bairros mais prósperos e cosmopolitas da cidade

As terras pantanosas que deram origem ao bairro estão ligadas à história da família Couto de Magalhães. Em 1896, o general José Vieira Couto de Magalhães comprou uma fazenda de 120 alqueires na região que os índios chamavam de “Itahy”. O militar morreu dois anos depois e deixou tudo para o filho José. Em 1907, Leopoldo Couto de Magalhães, tio de José, arrematou a propriedade, mas quem começou a lotear a área foi um de seus filhos, Leopoldo Couto de Magalhães Júnior.

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Por causa da distância do centro e das particularidades do terreno — que alagava e tinha difícil acesso —, o lugar não era valorizado. Os baixos preços fizeram com que o Itaim Bibi se tornasse um bairro popular, morada de imigrantes italianos, espanhóis, portugueses e negros alforriados. Foi somente a partir da década de 70, com a canalização dos córregos e a abertura de grandes avenidas, como a Juscelino Kubitschek e a Faria Lima, que ele começou a ganhar a cara que tem hoje: cosmopolita e altamente verticalizado.

O NOME

Itaim — Vem de “Itahy”, que no idioma tupi significa pedra pequena. As terras eram chamadas assim por causa dos pedregulhos nos diversos córregos da região (Traição, Uberabinha, Sapateiro e Iguatemi, além do Rio Pinheiros).

Bibi – Apelido de Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, antigo proprietário da fazenda que começou os loteamentos. O nome foi adotado de maneira informal, para diferenciar do Itaim Paulista, que já existia.

 
PLACAS GENEALÓGICAS

A família que deu origem ao bairro inspirou nomes de ruas

João Cachoeira — Filho de escravos, era agregado da família e muito querido pelos Couto de Magalhães

Amauri — Um dos herdeiros de Leopoldo Couto de Magalhães Júnior

Iaiá — Originalmente grafada “Yayá”, era a mulher de Agenor Couto de Magalhães, filho de Bibi

São Gabriel — O nome da rua e da igreja homônima homenageia dona Gabriela, namorada do general José Vieira

A SEDE

A casa da fazenda que deu origem ao bairro, localizada no número 9 da Rua Iguatemi, é uma propriedade protegida pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado. Trata-se de uma construção típica do século XVIII, feita de taipa de pilão. Ao longo de sua história, funcionou como abrigo e sanatório, desativado em 1980. Dois anos depois, foi tombada. Mas isso não impediu que ficasse abandonada por muito tempo, até a estrutura virar uma ruína. A construtora Brookfield, que adquiriu o terreno em 2008 para erguer por ali um conjunto de prédios, pretende restaurar e preservar a sede com suas características originais.

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