Resenha por Tiago Faria:
No drama biográfico “Violeta Foi para o Céu”, o diretor chileno Andrés Wood, do ótimo Machuca (2004), parece ter se desafiado a criar um filme tão intenso quanto o temperamento da também chilena Violeta Parra (1917-1967), uma das artistas latino-americanas mais completas do século XX. O esforço compensou. Com lirismo e emoção, o realizador construiu uma narrativa compatível com a obra vibrante da compositora, poetisa e pintora, símbolo forte da canção popular e folclórica de seu país. Vencedor da competição internacional do Festival de Sundance no início deste ano, o tributo evita o caminho fácil do didatismo e investe em um registro tomado por liberdades poéticas. Escrito a partir do livro homônimo escrito pelo filho da cantora (Ángel Parra), o roteiro não confunde o espectador mesmo ao embaralhar os principais episódios da vida de Violeta — da infância miserável ao suicídio. Nos trechos mais tocantes, as melodias de Volver a los 17, En los Jardines Humanos e El Gavilán definem o ritmo da trama, engrandecida por uma interpretação formidável de Francisca Gavilán. A atriz veste as contradições de uma mulher combativa, que jamais se afastou de suas maiores fontes de inspiração: o campo e o povo. Estreou em 07/06/2012.
Filmes › Drama
Violeta Foi para o Céu
Direção: Andrés Wood
Duração: 110 minutos
Recomendação: 12 anos
País/Ano: Chile/Brasil/Argentina/2011
-
1 de 5 'Violeta foi para o Céu' retrata a vida da cantora chilena Violeta Parra (Foto: Divulgação) -
2 de 5 'Violeta Foi para o Céu': drama sobre a cantora Violeta Parra (Foto: Divulgação ) -
3 de 5 A atriz Francisca Gavilán em 'Violeta Foi para o Céu': drama biográfico dirigido por Andrés Wood, de “Machuca” (2004) (Foto: Divulgação) -
4 de 5 A atriz Francisca Gavilán dá garra à cinebiografia da cantora chilena Violeta Parra (1917-1967) (Foto: Divulgação) -
5 de 5 Drama biográfico: canção 'Gracias a la Vida', de Violeta Parra, se tornou um símbolo de contestação para comunistas (Foto: Divulgação)
Edição atual