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Resenha por Tiago Faria

Quem não resiste a uma animação digital certamente vai notar as semelhanças entre a novidade da Blue Sky Studios (de Rio) e Valente, o sucesso mais recente da Pixar. Os dois contos de fadas apresentam meninas, nada comportadinhas, que enfrentam as ordens da família para fazer valer as suas vontades. Aqui, Maria Catarina tem um motivo não tão grave para bater o pé: irritada com as esquisitices do pai, ela foge de casa. Acaba, porém, perdida numa floresta. Para piorar, um botão de flor mágico a transforma num ser minúsculo. A heroína descobrirá, a partir daí, a existência de uma multidão de tipos pequeninos, entre eles uma lesma atrapalhada  e arqueiros da natureza, como o bonitão Nod e o experiente Ronin. O desafio da guerreira será ajudá-los a impedir os planos de destruição de um vilão de visual dark, escoltado por morcegos e mau, muito mau. Para os adultos, esse enredo previsível pode parecer uma ecochatice. Mas o diretor Chris Wedge fisga crianças e pré-adolescentes ao aplicar a lição de seu desenho mais conhecido, A Era do Gelo (2002): com personagens tão adoráveis como Maria Catarina e seu batalhão de insetos errantes, quem liga  para originalidade? Estreou em 17/05/2013.

Vozes estreladas: na versão em português, Daniel Boaventura dubla Ronin, e Murilo Benício, o pai da protagonista.

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