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Vacina da Pfizer contra a Covid é a 1ª a ter registro definitivo da Anvisa

A farmacêutica ofereceu 70 milhões de doses do imunizante com entrega em dezembro de 2020, mas a proposta foi recusada pelo governo federal

Por Redação VEJA São Paulo 23 fev 2021, 11h20

A vacina contra a Covid-19 da Pfizer/Biontech recebeu nesta terça-feira (23) o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com isso, a vacina está autorizada para ser importada para o Brasil. Ela é a primeira a obter o registro sanitário apesar de não haver doses disponíveis no país.

“O imunizante do Laboratório Pfizer/Biontech teve sua segurança, qualidade e eficácia aferidas e atestadas pela equipe técnica de servidores da Anvisa que prossegue no seu trabalho de proteger a saúde do cidadão brasileiro”, afirmou a Anvisa, em nota. 

O Ministério da Saúde ainda não respondeu se há previsão para aquisição da vacina. Atualmente, são duas as vacinas aplicadas no Brasil: a de Oxford e a CoronaVac. As duas possuem autorizações de nível emergencial, ainda sem o registro definitivo. 

Polêmica com a Pfizer

Em janeiro, a Pfizer divulgou uma nota afirmando que ofereceu ao governo brasileiro um lote de 70 milhões de doses da vacina, ainda em agosto de 2020, com a entrega prevista para dezembro do mesmo ano. A empresa ainda disse que os termos foram aceitos por outros países que já estão aplicando as doses. 

A justificativa do governo federal para a não aquisição do imunizante foi a presença de uma cláusula no contrato na qual afirma que a empresa estadunidense não se responsabilizaria por efeitos adversos graves da vacina.

Além disso, em nota divulgada pelo Ministério da Saúde, também foi afirmado que os lotes iniciais seriam uma “conquista de marketing” da Pfizer e representariam “frustração” aos brasileiros pela quantidade de doses.

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