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H3N2 Darwin: os sintomas da gripe que provoca surto na capital

Febre alta, dor intensa no corpo e falta de apetite são alguns indicativos; efeitos podem ser mais fortes que os de Covid-19

Por Clayton Freitas Atualizado em 15 dez 2021, 17h19 - Publicado em 15 dez 2021, 16h49

O surto de gripe na cidade de São Paulo está levando a um grande aumento na procura pelos serviços de pronto atendimento da rede pública e privada da cidade.

Dados da Prefeitura de São Paulo indicam que a média diária de atendimentos derivados de queixas de gripe e problemas respiratórios aumentou 63%.

A gripe é uma doença com índice de letalidade entre 0,1% a 0,2%, muito inferior em relação a média de 1% a 2% do novo coronavírus SarsCov-2 (Covid-19). Entretanto, os efeitos da nova cepa da Influenza A, a H3N2 Darwin, responsável pelo surto de gripe na capital, está provocando efeitos ainda mais severos nas pessoas contaminadas, segundo explica o infectologista Celso Granato, diretor Clínico do Grupo Fleury.

“As pessoas que tomaram a primeira ou segunda dose da vacina [da Covid] mesmo se forem infectadas pela Covid estão tendo sintomas muito mais leves do que o habitual”, afirma.

Entre os sintomas da gripe elencados pelo especialista estão febre alta (39ºC ou mais); falta de apetite; indisposição geral; tosse, inflamação na garganta, mialgia (dor no corpo) intensa; e, em alguns casos, diarreia e vômitos.

“De fundo ela apresenta um quadro de síndrome respiratória aguda grave, só que bem mais intenso”, afirma Eliseu Alves Waldman, docente do Departamento de Epiodemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo).

Sintomas comuns de Covid, tais como alterações no olfato e paladar, característicos da doença, não se manifestam obrigatoriamente na síndrome gripal. “É aquela gripe que vai te deixar na cama de três a quatro dias pelo menos”, afirma Granato.

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Waldman explica que além de ser uma cepa nova, a H3N2 Darwin pode ter se potencializado na esteira da flexibilização das regras sanitárias, principalmente com o relaxamento do uso da máscara pelas pessoas e da falta de cuidado com o distanciamento social. “Isso explica as manifestações mais intensas agora, já que a gente viveu um período longo de distanciamento social e o vírus começou a circular agora”, afirma.

Grupos de risco

A gripe é uma doença que pode matar, segundo os especialistas. A maior preocupação é em relação aos idosos, crianças e pessoas com comorbidades.

Esse grupo foi o primeiro a ser vacinado contra a gripe, e como já se passaram mais de seis meses da imunização, elas podem estar mais vulneráveis. “A proteção dura plenamente bem até os seis meses, e depois cai. Ainda mais nos extremos das idades, crianças e idosos, cai mais rápido”, afirma a médica Mônica Levi, diretora da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

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E são esses grupos, em especial crianças até três anos de idade, idosos acima de 60 anos e pessoas com comorbidades tais como diabetes, entre outras doenças, os que devem ficar mais atentos em relação aos sintomas de gripe.

Isso porque em caso de febre muito alta a pessoa está sujeita a uma infecção bacteriana secundária. “Aí vai precisar de antibiótico”, afirma Granato.

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