Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Capital crê em vacinação de todos acima de 60 anos até o fim de abril

Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde, vê possibilidade de alcançar a meta se for mantido o atual ritmo de aplicação de doses

Por Redação VEJA São Paulo 13 abr 2021, 12h40

Segundo o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, pessoas com 60 anos ou mais devem ser vacinados contra a Covid-19 até o fim de abril na capital. A declaração aconteceu nesta segunda-feira (12) enquanto acompanhava o início da vacinação contra a Influenza

Aparecido explicou que a campanha de imunização contra o vírus da pandemia depende da liberação de mais doses da vacina pelo Ministério da Saúde e, de acordo com ele, nesta semana chegará um lote significativo do imunizante da Oxford/Astrazeneca, apesar de não saber o valor exato. 

“Se for nesse ritmo, quem sabe a gente consiga até o final de abril, primeira semana de maio, ter vacinado todos os idosos acima de 60 anos”, disse o secretário, que ainda não considera a atual velocidade satisfatória. “Não está sendo satisfatório porque a quantidade de vacinas que a gente tem ainda é pequena. A gente tem uma capacidade de vacinação grande, mas tem limite de vacinas.”

Aparecido ainda mencionou que, na campanha feita no ano de 2020 contra a Influenza, a cidade de São Paulo chegou a vacinar cinco milhões de pessoas em 20 dias.

Os idosos entre 60 e 64 anos são aproximadamente 600 mil segundo o Tabnet, ferramenta que utiliza informações do Sistema Único de Saúde (SUS). A vacinação para o público entre 65 anos e 66 anos está prevista para o dia 21 de abril. A população de 67 anos já começou a ser vacinada na capital. 

Continua após a publicidade

Plano Municipal de Imunização

O prefeito Bruno Covas (PSDB) quer adquirir vacinas contra a Covid-19 para a cidade de São Paulo e instituir um plano próprio de imunização, com um ritmo de aplicação de 600 000 doses por dia. No começo de março, a prefeitura formalizou um pedido de compra de 5 milhões de doses da vacina da Janssen

A capital paulista atualmente atende 120 000 pessoas por dia na campanha de imunização. Apesar de ter a capacidade para quadruplicar esse número, ela não consegue pela dependência da quantidade das vacinas disponibilizadas para o município. 

No entanto, mesmo que tenha sucesso em conseguir negociar a compra de vacinas com algum fabricante, a Procuradoria-Geral de São Paulo prevê que será necessário um diálogo com o Ministério da Saúde para poder usar as doses. Os procuradores entendem que essas unidades seriam repassadas ao Plano Nacional de Imunização, o PNI. 

Somado a isso, o secretário municipal da saúde disse que os laboratórios preferem negociar diretamente com os governos centrais, evitando assim falar com os governos regionais. A gestão Covas ainda mantém conversas com a Pfizer, AstraZeneca, Moderna, Biotech e a Janssen.

Em nota, a prefeitura afirmou que “a tentativa de comprar outros imunizantes é uma iniciativa para avançar ainda mais na vacinação realizada no município” e ressaltou que “o objetivo da gestão Bruno Covas é conter o avanço da doença e salvar vidas, e não se “descolar” de quem quer que seja, mas, sim, trabalhar conjuntamente pelo bem comum”.

+Assine a Vejinha a partir de 8,90.

  • Continua após a publicidade
    Publicidade