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Projeto busca universalizar saúde mental em San Francisco, nos EUA

Companhias da região, um polo tecnológico, serão taxadas com um novo imposto para ajudar a financiar a iniciativa

Por Redação VEJA São Paulo - 30 Maio 2019, 15h39

Vereadores da cidade de San Francisco, na Califória, Estados Unidos, devem propor um referendo com a seguinte pergunta para a população nas eleições de novembro deste ano: “Os habitantes do município devem ter acesso a um sistema público, rápido e eficaz de tratamento mental?”

A iniciativa, proposta pelos legisladores Hillary Ronen e Matt Haney, visa a combater um problema que vem se tornando cada vez maior na cidade. Apesar de atender 30 000 pacientes por ano, a estrutura municipal atual não tem sido suficiente para o volume de demandas. Todos serão beneficiados pela medida, desde os moradores de rua com problemas mentais, passando pelos cidadãos comuns que sofrem de depressão, até os dependentes químicos que desejam se cuidar.

Caso a medida seja aprovada, o Mental Health SF (saúde Mental San Francisco) terá uma clínica, no campus do Hospital Geral da cidade, que funcionará 24 horas por dia e todos os dias da semana, com estrutura para atender a todos que entrarem ali buscando ajuda – não existe internação compulsória. A ideia é que o espaço conte com uma equipe psiquiátrica, enfermeiros, gestores de caso e uma farmácia. Além disso, funcionará ali uma ala de internação para os casos que não permitam alta imediata.

Os pacientes serão divididos em duas categorias. A primeira, dos que possuem algum tipo de plano de saúde, mas estão com dificuldades para marcar consulta com psiquiatra ou conseguir alguma receita médica. Estes terão acesso ao tratamento e o Estado buscará compensação com as seguradoras. O restante, como pessoas sem seguro de saúde, ex-presidiários e outros que precisem de tratamento aprofundado, terão os custos cobertos pela esfera pública.

Para financiar a proposta, a dupla de vereadores pretende taxar empresas. Companhias em que os executivos recebem 100 vezes mais que a média do trabalhador comum deverão pagar um novo imposto, que pode gerar cerca de 80 milhões de dólares por ano. A região é um conhecido polo tecnológico. Esta medida será votada separademente em novembro. Roney e Haney também buscam recursos do estado e da federação, e receberam apoio do deputado estadual (assemblyman) Phil Ting.

A proposta deve ser apresentada à Câmara Municipal (Board of Supervisors) no dia 4 de junho e à população no dia 5 de novembro, quando ocorrem eleições no país. É preciso somente uma maioria simples para aprovar o projeto. Com informações do jornal San Francisco Chronicle.

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