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Vacina: governo faz campanha publicitária enquanto Bolsonaro lança desconfiança

Presidente colocou em dúvida eficácia de imunizante em meio ao lançamento do filme 'Brasil imunizado. Somos uma só nação'

Por Redação VEJA São Paulo 20 jan 2021, 09h51

O governo federal lança nesta quarta-feira (20) uma campanha publicitária sobre a vacinação contra a Covid-19 no país. Apesar disso, na terça, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o chamado tratamento precoce, refutado por cientistas, e colocou em dúvida a eficácia da CoronaVac, único imunizante disponível no Brasil até agora [leia mais abaixo].

“Um filme com duração de um minuto e conteúdo em formato de manifesto ressalta as diversidades sociais e geográficas, juntamente com a estrutura de logística usada para a distribuição das vacinas autorizadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, informou o Ministério da Saúde, em nota.

Com o lema Brasil imunizado. Somos uma só nação, o filme reúne pessoas representando cada uma das cinco regiões do país. A peça publicitária ressalta, também, “os desafios de realizar a campanha de vacinação em um território com proporções continentais”.

“A estratégia de comunicação é reafirmar o compromisso do Ministério da Saúde de levar a vacina a todo o Brasil”, diz a nota. A campanha conta, ainda, com mais dois filmes, um de 30 segundos e outro de 15 segundos, além de peças para rádio e mídia impressa.

Após a veiculação do filme com o manifesto, de acordo com a definição dos públicos, haverá o início de veiculação de uma segunda fase da campanha com a convocação dos grupos prioritários para a vacinação.

O primeiro grupo, definido pelo Ministério da Saúde, inclui idosos a partir de 60 anos; pessoas com deficiência que vivem em instituições, a partir de 18 anos; trabalhadores da saúde da linha de frente e população indígena vivendo em terras indígenas.

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Aplicativo

A campanha ainda incentiva a população a utilizar o aplicativo Conecte SUS (Sistema Único de Saúde) e também orienta os integrantes dos grupos prioritários a procurarem uma unidade de saúde.

Nesta terça-feira, o Ministério da Saúde concluiu a distribuição da vacina contra Covid-19 para todo o Brasil e vários estados já iniciaram a vacinação. De acordo com a pasta, no total, seis milhões de doses do Instituto Butantan, produzidas pelo laboratório Sinovac, estão disponíveis para a imunização de três milhões de pessoas.

Bolsonaro lança dúvidas

Na terça-feira (19), Bolsonaro voltou a colocar em dúvida a eficácia da CoronaVac, única vacina disponível no Brasil até o momento (a de Oxford/AstraZeneca, também aprovada pela Anvisa, ainda não tem data de chegada ao país). Ele ainda defendeu o que chama de ‘tratamento precoce’.

“Não desistam do tratamento precoce. Não desistam, tá? A vacina é para quem não pegou ainda. E esta vacina que está aí é 50% de eficácia. Ou seja, se jogar uma moedinha para cima, é 50% de eficácia. Então, está liberada a aplicação no Brasil”, disse Bolsonaro a apoiadores. 

Ao autorizar o uso emergencial das vacinas, a diretoria colegiada da Anvisa ressaltou que a decisão foi tomada por não haver “alternativa terapêutica aprovada disponível para prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus”.

“No que depender de mim, não será obrigatória. É uma vacina emergencial, 50% de eficácia. É algo que ninguém sabe ainda se teremos efeitos colaterais ou não”, afirmou Bolsonaro. 

Com informações da Agência Brasil

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