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China vai enviar insumo para produção de 8,6 milhões de doses da vacina

João Doria afirmou que negociações partiram do governo estadual e acusou Bolsonaro de oportunismo; matéria-prima deve chegar até 3 de fevereiro

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 26 jan 2021, 14h41 - Publicado em 26 jan 2021, 14h20

João Doria (PSDB) confirmou nesta terça-feira (26) em coletiva de imprensa que a China fará o envio de insumos para a produção de 8,6 milhões de doses da CoronaVac até o dia 3 de fevereiro. O anúncio aconteceu no Palácio dos Bandeirantes e teve a participação online do Embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, da sede da Embaixada em Brasília.

“Nesses dois anos, nós ampliamos as relações econômicas, comerciais, institucionais, culturais, de cooperação e de solidariedade com a China”, disse o governador.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, confirmou o envio de 5,4 mil litros de insumos para a produção de vacinas que deverão chegar ao Brasil no dia 3 de fevereiro. “Na sequência, há outro volume de 5,6 mil litros que está processo avançado de liberação, totalizando 11 mil litros, para a produção de vacinas”, frisou.

Segundo o Diretor do Instituto Butantan, a chegada de 5,4 mil litros de insumos vai originar 8,6 milhões de doses até 20 dias depois que se cumprir o ciclo de controle de qualidade. Covas lembrou, no entanto, que as doses já produzidas com os insumos recebidos anteriormente começarão a ser liberados diariamente ao Ministério da Saúde a partir de sexta-feira (29).

Doria rebate Bolsonaro

O embaixador da China enviou uma carta ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na segunda-feira (25) em que informa que os insumos estão liberados para exportação.

“Venho pela presente cumprimentá-lo e, em continuidade da nossa conversa no dia 21 do mês corrente, aproveito para informar que a exportação ao Brasil do novo lote dos 5.400 litros dos insumos da CoronaVac acabou de ser autorizada pelos órgãos competentes da China. Espera-se que a sua chegada ao Brasil ocorra nos próximos dias”, diz o texto da carta.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nas redes sociais que o governo chinês havia liberado a matéria-prima. Doria o acusou de oportunismo. Na coletiva de imprensa, o governador afirmou que o embaixador apenas respondeu a uma solicitação do Ministério da Saúde, mas que os esforços partiram do governo estadual.

“Todas as demandas foram conduzidas pelo Instituto Butantan e pelo governo de São Paulo e continua assim. Nós cuidamos disso e cuidamos bem, por isso que as vacinas chegaram até o Brasil e chegaram bem”, disse Doria em resposta.

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