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Um calmante natural sem contraindicação

Daniel Barros, psiquiatra e professor de serenidade, explica como perceber quais pensamentos são gatilhos para as emoções e como lidar com a tristeza

Por Helena Galante - Atualizado em 28 Oct 2019, 13h14 - Publicado em 28 Oct 2019, 00h10

Médico psiquiatra, filósofo, escritor e professor do curso Como Ter Serenidade, na The School of Life, Daniel Barros é o convidado do episódio #20 do podcast Jornada da Calma. “Antes as coisas funcionavam na força. Hoje em dia, a sociedade precisa de calma como instrumento de trabalho”, falou Daniel para a editora Helena Galante. Muitas vezes, as pessoas o procuram em busca de um calmante natural sem contraindicação. “Ninguém tem o poder de entrar no seu cérebro e apertar um botão para te deixar com raiva. Nossas emoções são deflagradas por pensamentos sobre o que está acontecendo”, falou Daniel, lembrando que a consciência sobre esses pensamentos é a chave para mudar o ponto de vista e encarar os fatos com mais serenidade.

Ele fala ainda sobre a relação entre o médico e o paciente, como lida com os filhos em casa e com situações cotidianas como o trânsito. “Sou barbeiro dirigindo, então se algo acontece, eu já peço desculpas. É engraçado como isso desarma qualquer um.” Para estabelecer comunicação, Daniel lembra que é preciso decidir por uma maneira diferente de interagir. “Dá trabalho. O automático é ouvir um grito e gritar de volta. Mas hostilidade gera hostilidade e a conversa vai numa escalada contrária à calma. É preciso estar preparado e atento”, diz Barros. Sobre emoções mais pesadas, como a tristeza, Daniel nos lembra que podemos olhar para ela buscando perguntar qual é a sua utilidade. “Emoções são alarmes. Não queremos desligar o alarme da tomada, queremos entender porque ele está apitando, saber sobre o que ele te informa.”

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