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Tesão de viver, com Caroline Amanda

A pesquisadora compartilha a descoberta do caminho para honrar sua ancestralidade e desfrutar dos ciclos da vida

Por Helena Galante - Atualizado em 18 set 2020, 17h40 - Publicado em 21 set 2020, 00h10

Você corre atrás do que nos seus dias? Esse objetivo te dá brilho nos olhos ou virou um esforço doloroso? “A gente é muito estimulado a buscar estabilidade, visibilidade, mas nem sempre tem tesão nisso”, afirma a pesquisadora Caroline Amanda, convidada de Helena Galante para o episódio #67 do podcast Jornada da Calma. Ela conta como assumiu a função de terapeuta para compartilhar o cuidado.  “Como mulher negra, que teve a oportunidade de viver em várias partes de São Paulo e no Rio de Janeiro, sempre fui atenta ao cuidado. E nunca vivi sem ser cuidada. Fui ficando adulta e percebendo que não era assim com todo mundo.”

Nesse caminho de descoberta, o mestrado em filosofia ampliou sua percepção. “O maior desafio do mundo contemporâneo é entender que estamos em muitos mundos. A filosofia não ocidentalizada me deu repertório para pensar que o ocidente é um bebê.” Carol fala dos aprendizados das sociedades milenares asiáticas, africanas e dos povos originários das Américas e do poder que o prazer exerce na definição de uma nova forma de viver pessoal e coletiva. “Como eu honro minha ancestralidade? Exercer o tesão de viver é a forma íntima e espiritual mais profunda que até agora eu acesso para honrar todas aquelas que não puderam perceber em si toda beleza que tinham.”

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