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Política e espiritualidade, com Petria Chaves

A jornalista fala da busca por expansão de consciência que a levou ao yoga e ao documentário A Verdade da Mentira

Por Helena Galante Atualizado em 23 nov 2020, 10h44 - Publicado em 23 nov 2020, 00h10

Diante das dores que o cotidiano apresenta, você já pensou “melhor nem ver”? Pois foi no caminho oposto dessa vontade de fechar os olhos que a jornalista Petria Chaves, convidada de Helena Galante para o episódio #76 do podcast Jornada da Calma, decidiu investir. “À medida que eu comecei a mergulhar na filosofia do yoga, comecei a  perceber que é a realidade que propõe os exercícios de flexibilidade, de atenção, de ética, de disciplina. Hoje, para mim, tudo é yoga”, conta ela. A observação da realidade trouxe sua atenção para o poder das decisões no mundo: “Eu estou escolhendo o tempo inteiro, é muito refinado hoje conseguir perceber o momento que você cai no vacilo de você mesmo.”

No caminho de expansão da consciência, Petria dedicou-se também a um mergulho profundo em dilemas políticos. À frente do documentário A Verdade da Mentira, não enxerga incompatibilidade entre esses assuntos. “Entendo a espiritualidade como ética. A bola da vez é entender a discussão política e espiritualidade, são dois lados da mesma moeda.” Diante de um processo de desgaste civilizatório e uma barbárie colocada para nós na esfera virtual, Petria lembra do poder da linguagem: “É a palavra que nos diferencia de todo o resto da existência, é a linguagem que nos torna inclusive espirituais”. Sobre polarizações, alerta: “Como todo mundo é emissor, a responsabilidade é de todos nós. Você entende os perigos de ir para os extremos? A vida está nesse meio, que não é o medíocre.”

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