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MC que acusa Anderson de estupro diz que entrou em depressão

Cantor do Molejo nega o crime e diz que relação foi consensual

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 15 fev 2021, 17h27 - Publicado em 15 fev 2021, 16h57

Maycon Douglas Pinto de Nascimento Adão, o MC Maylon, de 21 anos, afirmou à polícia ter sido estuprado por Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo. Em entrevista a Roberto Cabrini durante o Domingo Espetacular, da Record TV, o MC disse que tentou tirar a própria vida duas vezes. Anderson nega o crime. Os dois foram entrevistados em momentos diferentes pelo jornalista, sem se encontrarem. 

O cantor do Molejo contou que os dois chegaram a conversar algumas vezes após o episódio no quarto de motel no dia 11 de dezembro de 2020. No entanto, na versão de Maylon, o contato foi mantido apenas por questões profissionais. “Eu não estava bem. Tentei me matar duas vezes, fui entrando em depressão”, disse.

Segundo o relato do MC, o padrinho musical teria dito que o levaria a uma reunião, mas na verdade dirigiu até um motel. As violações teriam acontecido em um quarto. “A única coisa que eu falava pra ele era: ‘pai, para. Pai, eu sou virgem’. Ele agarrou no meu braço e começou uma briga corporal entre eu e ele”, contou na entrevista. 

Na versão de Anderson, as relações foram consensuais. “O que aconteceu foi tudo consensual, foi tudo permitido. Eu gosto de pessoas e sou um cara que não sou preconceituoso. Não pode-se dizer que sou gay nem que sou bi”, diz. Ele também afirma ter aceitado pagar os exames médicos de Maylon, pois não foram usados preservativos, mas a família não retornou seu contato. 

Indenização

Ivo Peralta, advogado de Anderson Leonardo, afirmou que busca entrar com um processo para cobrar uma indenização de MC Maylon após a acusação de estupro. 

Em entrevista ao portal Quem, Peralta diz que o primeiro objetivo da defesa é esclarecer que não houve crime por parte do cliente para depois entrar com uma ação. “Pretendemos adotar medidas cabíveis para que a suposta vítima venha a indenizar o Anderson pelos danos causados. O rapaz precisará responder tanto civil quanto criminalmente por calúnia e difamação”. 

De acordo com o advogado, tanto o grupo Molejo quanto todos os funcionários que trabalham para a banda estão sendo prejudicados por conta da denúncia de estupro feita pelo jovem. “Isso tem interferido no ganha-pão de cada um que trabalha com o grupo Molejo. São mais de 30 famílias que dependem dos shows e estão sendo prejudicadas por causa de uma mentira”.

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