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Marcius Melhem vai à TV e diz que Calabresa move “processo de vingança”

Em entrevista, o ex-global diz que nunca agarrou a atriz e alegou desentendimentos profissionais; advogada fala em "intimidação"

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 21 dez 2020, 12h20 - Publicado em 21 dez 2020, 11h01

Marcius Melhem afirmou ao Domingo Espetacular, da Record, que nunca tentou agarrar Dani Calabresa. Na entrevista concedida no último domingo (20), ele disse que o conteúdo da reportagem da Piauí que detalha o episódio do assédio em questão é mentiroso. Segundo o ex-diretor, ele se desentendeu com a atriz por motivos profissionais em maio de 2019 e não por abusos, e que Dani Calabresa move “um processo de vingança”.

“Nós tivemos um desentendimento profissional em maio de 2019, quando numa leitura do programa que viria a ser o Fora de Hora, ela, diante de todos os autores do programa, e do Paulo Vieira, disse que o texto estava mal escrito para ela e que ela não queria fazer o programa com o Paulo Vieira, mas com o Bento Ribeiro, que era o parceiro dela no Furo MTV”.

De acordo com Melhem, quando houve a negativa de que Bento Ribeiro, que não era contratado da Globo, fizesse o programa, Dani ficou irredutível e a direção do humorístico decidiu que ela não faria mais a atração. “Isso tudo falado numa boa”.

“Em maio de 2019 Dani sai do projeto e começa a ter ódio de mim. Maria Clara Gueiros fica sabendo das denúncias de assédio sexual, que ela diz que sabia desde o começo, mas foi ali, em maio de 2019, então tá muito clara a linha do tempo”. Ele nega ter usado o poder como diretor para se aproveitar de Dani ou prejudicar a carreira dela.

“Eu tenho duas filhas. Se eu tivesse feito aquela descrição do banheiro do bar, eu nem teria olhado nos olhos dela”, justifica o ex-global. Segundo a reportagem, Melhem teria prensado Dani contra a parede durante uma festa da equipe de Zorra e tentado agarrá-la à força. Recentemente, Melhem reuniu conversas que teve com Dani para tentar provar sua inocência. 

Ainda na entrevista, ele confessa ter tido relações com outras mulheres com quem trabalhou na Globo. “Muitas vezes longas, de um ano ou dois. Elas não ganharam nada por causa disso. Claro que pode haver uma zona cinzenta, mas nunca foi algo explícito”. E se diz arrependido de trair a ex-mulher, Joana Rosenfeld. “Nunca tive problemas em pedir desculpas, especialmente para ela. Fui até ela e confessei todas as traições”. 

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Marcius Melhem foi acusado de assédio sexual em outubro deste ano. De acordo com a reportagem da Piauí, foram ouvidas 43 pessoas, sendo duas vítimas de assédio sexual, sete vítimas de assédio moral e três vítimas dos dois tipos de assédio por parte de Marcius Melhem. 

“O que aconteceu comigo e Dani Calabresa só falo na Justiça, porque não vou expor ninguém. Eu nunca agarrei a Dani. Essa narrativa não é nem fantasiosa, ela é mentirosa (…) Eu nunca imobilizei ninguém na vida (…) Eu nem sei quantos braços eu tenho para agarrar, bater a cabeça de alguém na parede e abrir o zíper. Essa descrição é um delírio”, diz Melhem.

Melhem também rebateu as acusações de que teria ido até o Projac em uma gravação para ver Dani Calabresa de maiô. “Aquilo foi na Praia de Grumari, a quilômetros do Projac”, diz ele. “Esse episódio é muito mais fácil de provar que é falso, basta pegar o roteiro de gravação.”

Ele ainda disse que uma atriz conhecida que postou uma foto em favor de Dani Calabresa ligou para ele disse que “ficou sabendo de coisas”. “Retirei o post em favor dela e te passo perdão”, teria dito a colega.

O ex-diretor da Globo afirmou que vai entrar com um processo contra Mayra Cotta, representante de um grupo de seis mulheres que o acusam de assédio sexual e moral. “Não existe uma advogada que só fala na TV, no jornal. Nós já entramos com uma representação contra ela e outra para que Dani explique porque assumiu como verdade aquela reportagem que nós dois sabemos que não é”. 

Na última quarta-feira (16), a defesa de Dani Calabresa, feita por Mayra, afirmou que a “interpelação repete estratégia comum a casos similares”. “Objetiva intimidar não apenas uma vítima específica mas outras que ainda permanecem protegidas sob sigilo e até mesmo testemunhas, como se isso fosse capaz de apagar os graves fatos narrados e cuidadosamente checados com dezenas de pessoas citadas pelas matérias”. 

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