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“Eu e minha noiva escolhemos esperar: sexo só depois do casamento”

Igor Siracusa, 35, conheceu a noiva, Luma Elpidio, 25, em uma 'Live do Desencalhamento' e marcaram o casamento seis meses depois

Por Igor Siracusa, 35 anos, em depoimento a Fernanda Campos Almeida - Atualizado em 25 set 2020, 15h52 - Publicado em 25 set 2020, 06h00

Eu não ser mais virgem não significa não ter mais a opção de esperar para ter a relação sexual depois do casamento. Quando você se converte a Deus, recebe uma vida nova. Tudo o que você fez fica para trás, seus pecados são perdoados e Ele dá a você a chance de construir algo novo. Fiquei encorajado a tomar essa decisão depois que li testemunhos do movimento Eu Escolhi Esperar. Após a espera, o sexo se torna algo maior e mais incrível. Não é fácil, mas é uma decisão diária minha e da Luma, 25.

O meu maior sonho era me casar e constituir família e, aos 35 anos, estava desesperançoso. Já tive outros relacionamentos, mas sempre esperei a confirmação de Deus sobre a mulher certa escolhida para mim. Em abril, um casal de amigos fazia lives sobre relacionamento no Instagram. Era a Live do Desencalhamento. Os solteiros eram convidados a contar o que procuravam em alguém, e os interessados podiam mandar uma mensagem no chat. Eles me convidaram, mas, com vergonha, disse que jamais participaria. Só que um dia a Luma apareceu na live para passar uma mensagem de encorajamento aos que participavam. Eu estava vendo e me interessei pelo que ela falava, além de achá-la extremamente bonita. Ela é uma cantora gospel famosa, mas na época eu não a conhecia. Mandei um emoji com uma carinha e um coração, e achei que ninguém veria o comentário em uma live transmitida para mais de 10 000 pessoas. Alguns amigos e desconhecidos viram e começaram a comentar a hashtag com a mistura dos nossos nomes: #lumigor.

Decidi participar do programa na esperança que a Luma me visse também, e passei a segui-la no Instagram. As amigas dela viram a hashtag e falaram de mim para ela, contaram que sou líder da Dunamis, movimento cristão para jovens universitários. No dia seguinte, ela começou a ganhar presentes de um admirador secreto, achou que fosse eu e pediu a ele que se identificasse. Luma ficou frustrada quando descobriu que era outra pessoa. Uma semana depois, eu puxei conversa perguntando o que ela achava da nossa hashtag. Como ela mora em Araruama, no Rio de Janeiro, e eu em São Paulo, marcamos de sair depois de um show dela, apresentado logo antes de a pandemia começar, no estádio do Corinthians. Já no primeiro encontro, senti Deus me falando que eu não a namoraria e que me casaria com ela em seis meses. Achei que era loucura da minha cabeça, mas aquilo ficou guardado em mim.

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Sem espaço para haters: casal está sempre junto nas redes sociais Instagram/Reprodução

Antes de a Luma voltar para casa, Araruama entrou em lockdown. Convidei ela, o pai e uma amiga para passarem alguns dias na fazenda da Dunamis em Pariquera-Açu. Depois que ela foi embora, continuamos a conversar por videochamada e visitávamos um ao outro todo fim de semana. Um dia resolvi perguntar quando ela pretendia se casar, mas ela não quis me responder. Quando lhe contei o que Deus tinha me dito no primeiro encontro, ela arregalou os olhos porque Ele tinha dito o mesmo a ela.

Na mesma semana comprei uma aliança, convidei o pai dela para jantar e disse que queria pedir a mão da Luma em casamento. Ele achou que era cedo, mas sentia paz em relação à decisão e aceitou. Chamei os amigos e pedi a Luma que se arrumasse como se fosse gravar um vídeo. Esperei-a em frente a uma lagoa de Araruama, ajoelhei-me e fiz o pedido. Ela aceitou. Depois ela revelou que tinha pedido ao Senhor que confirmasse se eu deveria ser realmente o marido dela pedindo-a direto em noivado. O que senti no primeiro encontro não era loucura da minha cabeça, era a confirmação de Deus. Nossas famílias, amigos e pastores aprovaram nossa união. Os únicos que desaprovam são os haters da internet, que publicam nas redes que teriam vergonha de anunciar um noivado tão rápido, mas são apenas pessoas que não nos conhecem e não querem nosso bem.

Marcamos o casamento para 21 de novembro, o mesmo dia do pedido, na fazenda da Dunamis. E vamos morar lá depois da lua de mel, de preferência no Havaí. Se não houvesse quarentena, nós não teríamos os fins de semana livres para nos conhecer e noivar. A Bíblia fala: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Mesmo um momento tão ruim, como o de uma pandemia, cooperou para que eu pudesse realizar meu sonho e o da Luma.

Publicado em VEJA São Paulo de 30 de setembro de 2020, edição nº 2706.

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