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Escutar de verdade, com Raphael Negrão

Palhaço em hospitais, ele compartilha como ampliar a percepção e retomar o aspecto lúdico da vida

Por Helena Galante Atualizado em 1 out 2021, 13h03 - Publicado em 4 out 2021, 00h10

“Essa reunião poderia ser um e-mail.” Você já pensou isso em alguma ocasião – ou ao menos riu desse meme na internet? Então precisa conhecer o trabalho do publicitário Raphael Negrão, convidado de Helena Galante para o episódio #121 do podcast Jornada da Calma. Palhaço em hospitais, ele acredita que o ambiente corporativo pode (e deve) ser mais leve. “A brincadeira não é perda de tempo, ela nos deixa mais colaborativos e produtivos”, afirma. Para tornar os espaços mais lúdicos, Raphael sugere ampliarmos a nossa capacidade de escuta e de improviso. “Treino escutar para entender – e não para responder diretamente. Tem coisa que um bom silêncio já resolve”, afirma.

Da ação da escuta, surge a fagulha da brincadeira. Ele conta como é entrar no quarto de uma criança no hospital e se permitir perceber se ela quer ou não uma interação – e qual brecha de conexão ela permite. Nesse processo, a pressa pode ser uma inimiga (se nos desfocar do estado de presença) ou uma aliada (caso a ideia seja rapidamente atender a demanda do momento). Em ambos os casos, é a curiosidade pela nossa humanidade compartilhada que nos ajuda a “parear o nosso bluetooth”, como ele brinca. Não temos controle das situações, mas podemos nos manter abertos para improvisar. O primeiro passo é dizer sim para o que está acontecendo.

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