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Fora da Globo, Eriberto Leão vive nova fase na carreira

O artista interpreta um astronauta em solo, estrela seu primeiro musical da Broadway e grava dois filmes em São Paulo

Por Júlia Rodrigues
9 jun 2023, 06h00

“Estou falando tudo o que eu gostaria de dizer como artista e cidadão do planeta neste espetáculo”, diz Eriberto Leão sobre O Astronauta, que chega a São Paulo nesta sexta (9), no Teatro Nair Bello, após temporada no Rio. No monólogo escrito por Eduardo Nunes e dirigido por José Luiz Jr., o ator vive um astronauta enviado para o espaço após chamado de uma civilização extraterrestre desconhecida. Fora da Globo desde outubro do ano passado, Leão respira novos ares, com espetáculos e filmes em produção no estado de São Paulo.

A encenação bebe de referências aos clássicos da ficção científica, como o filme de Stanley Kubrick 2001 — Uma Odisseia no Espaço (1968), e à contracultura, com performances de Leão das músicas de David Bowie Starman e Space Oddity. “A peça mostra a relação entre a vida extraterrestre e a contracultura, movimento que é uma das minhas paixões. Tenho estudado sobre isso desde os 17 anos, quando descobri o The Doors”, conta.

Foi como Jim Morrison, vocalista da banda de rock americana, que o artista se apresentou nos palcos paulistanos pela última vez. O espetáculo Jim (2013) fez temporada por aqui em 2016. Apesar de ter nascido em São José dos Campos, no interior do estado, a infância e a juventude vividas na capital antes de se mudar para o Rio atestam, segundo ele, sua identidade paulistana. “Tenho muita vontade de voltar para São Paulo. Frequentava muito os bares e as casas de show da Augusta, que foi onde formei minha primeira banda. Sou um cara do rock ‘n’ roll paulistano”, resume.

eriberto leão astronauta
No solo ‘O Astronauta’: referências à contracultura (Andrea Nestrea/Divulgação)

Além do solo, o fim do hiato de quase sete anos vem com um novo desafio. Em agosto, o ator estreia seu primeiro papel em um musical da Broadway. Ele interpreta Nicky Arnstein, esposo da protagonista, em Funny Girl (1964), cuja versão brasileira recebe direção de Gustavo Barchilon e abre temporada no Teatro Porto. “Não sou da Broadway, as peças musicais que fiz eram ‘off off off off-Broadway’”, brinca. “Quando recebi o convite do Barchilon, a primeira pergunta que fiz foi: ‘Vou poder cantar do meu jeito ou vai ter que ser do jeito da Broadway?’. Quando ele disse que seria do meu jeito, eu topei”, revela.

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“Costumo convidar para meus musicais atores de outras áreas. Para o Nicky, precisava de um cara que fosse um lorde, um galã, e logo pensei no Eriberto”, conta Barchilon, que também traz ao Teatro Porto, na próxima sexta (16), o musical Alguma Coisa Podre, com Marcos Veras e outros novatos do gênero musical no elenco.

Na seara de novos trabalhos, o ator começa a rodar dois longas em São Paulo, um deles com roteiro do escritor paulistano Reinaldo Moraes e outro baseado em uma história real de um menino paraibano que superou um tumor no cérebro com a ajuda do futebol.

Publicado em VEJA São Paulo de 14 de junho de 2023, edição nº 2845.

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