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O elenco faz a diferença em ‘O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá’

Trabalho coeso dos integrantes do Grupo 59 é destaque em espetáculo

Por Tatiane Rosset Atualizado em 5 dez 2016, 16h12 - Publicado em 28 mar 2013, 17h04

Em 2003, Vladimir Capella foi responsável por adaptar e dirigir uma peça baseada no livro de Jorge Amado (1912-2001) sobre a improvável relação entre um gato mal-humorado e uma andorinha. Com bonitos figurinos e músicas tocantes, o espetáculo ganhou o público e a crítica por sua delicadeza. Dez anos depois, chega ao Teatro Alfredo Mesquita outra agradável montagem de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá.

Dirigido por Cristiane Paoli Quito, o versátil Grupo 59 apresenta a história de um felino de poucos amigos — apenas a brincalhona passarinha se atreve a chegar perto dele. A afinidade dos dois provoca comentários maldosos de outros habitantes do parque onde vivem, preocupando os pais da andorinha. Para afastá-la de seu perigoso interesse amoroso, eles acabam forçando um casamento com o pomposo Rouxinol.

De visual simples, a peça conquista o espectador pelo trabalho coeso dos catorze atores em cena. Eles se revezam nos papéis principais e secundários de forma tão sincronizada que mal se percebe quando trocam de personagem. O elenco também executa ao vivo a trilha sonora, feita apenas por um violão e uma leve percussão. Vale o aviso: apesar de não ser explícito, o final trágico do texto original é mantido.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

 

 

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