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Coordenadora da UTI do HC ganha homenagem da Turma da Mônica

Ilustração faz parte da iniciativa "Donas da Rua da História"

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 6 Maio 2020, 17h54 - Publicado em 6 Maio 2020, 17h17

A médica infectologista Ho Yeh Lin, coordenadora da UTI de Doenças Infecciosas do Instituto Central do Hospital das Clínicas, ganhou uma homenagem da Turma da Mônica nesta quarta-feira (6).

A ilustração mostra Ho como a personagem Keika, das histórias em quadrinhos criadas por Maurício de Souza. A ação faz parte do projeto Donas da Rua da História, ação da empresa com apoio da ONU, que busca homenagear mulheres de destaque em vários segmentos da sociedade. “A exemplo da Ho Yeh Li, o papel das mulheres na ciência é muito forte, mas pouco evidenciado. Nosso papel é apresentá-las às meninas para que se sintam motivadas e inspiradas”, diz Mônica Souza, diretora executiva da Maurício de Souza Produções.

A médica conversou com a Vejinha em março, na reportagem de capa Quarentena da vida real: os paulistanos que não param durante a pandemia. Confira abaixo o trecho da matéria sobre a doutora:

Fluente em mandarim, Ho foi a única infectologista a integrar a missão que resgatou os brasileiros confinados em Wuhan, no país asiático, então epicentro da pandemia da Covid-19. Desde o início de fevereiro Ho passa o dia se dividindo entre atender pacientes, orientar sua equipe e fazer reuniões para tomadas de decisão.

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À noite, em casa, depois de ver as dezenas de mensagens no Whats­App, ainda vai para a frente do computador ler os últimos artigos científicos sobre o assunto. “Não posso cuidar de uma doença sem me atualizar.” Acorda às 5h30 e dorme por volta da 1 hora. A médica também já atuou na pandemia do H1N1, em 2009, e no surto de febre amarela, há dois anos.

Agora, sua preocupação é com a quantidade de pacientes que poderão entupir as unidades de terapia intensiva do centro médico. “O tempo médio de permanência em um leito é de duas a três semanas. Com o H1N1, esse período era menos da metade”, afirma a infectologista. “Mas podem ter certeza de que estamos fazendo o possível e o impossível para oferecer o melhor para o paciente.”

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