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Acreditar no diálogo, com Carolina Nalon

Mediadora de conflitos especialista em comunicação não-violenta, ela fala sobre como buscar compreender e sentir compaixão mesmo em situações extremas

Por Helena Galante Atualizado em 23 jul 2021, 12h04 - Publicado em 26 jul 2021, 00h10

Diante de um desentendimento com alguém, como você se posiciona? Mediadora de conflitos especialista em comunicação não-violenta, Carolina Nalon indica um caminho possível:  “A gente pode tentar começar falando sobre o que de fato aconteceu. Geralmente, a gente leva interpretações. Fala ‘Você não se importa como eu’ no lugar ‘Você se atrasou’, por exemplo.” Convidada de Helena Galante para o episódio #111 do podcast Jornada da Calma, Carol fala do princípio da autenticidade na fala e da busca por compreensão na escuta.

“Violência é o que coisifica o outro. No nível sutil, isso está em ver o outro como um meio, não um fim. Como aquela ideia dominante de como fazer amigos e influenciar pessoas, isso é ver os outros como um meio para o sucesso pessoal. Hoje isso não cabe mais. A vida precisa ser valorizada, demorou!”, afirma a fundadora do Instituto Tiê. Essa postura não significa ser submisso ou trouxa. “É fundamental aprender a lidar com essa agressividade. A raiva tem sempre uma mensagem muito potente para a gente.” Ainda que acredite no diálogo, ela compreende também quem faz outras escolhas. “Se a pessoa não está escolhendo pelo diálogo é porque a dor dela é muito grande e eu tenho compaixão por ela. Quero ser construtora de pontes mas não acho que só construtor de ponte serve.” 

 

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