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A cada mil lágrimas sai um milagre, com Alice Ruiz e Luli Penna

As duas mulheres por trás da música e do livro 'Milágrimas' compartilham o que fazem em caso de dor ou tristeza

Por Helena Galante Atualizado em 22 fev 2021, 15h55 - Publicado em 22 fev 2021, 00h10

Em caso de tristeza, o que fazer? “Vire a mesa, coma só a sobremesa.” E em caso de dor? “Ponha gelo, mude o corte de cabelo.” As inspiradas saídas para as sensações desconfortáveis vêm da letra Milágrimas, de Alice Ruiz, que completou 30 anos. Os versos, musicados por Itamar Assumpção, ganharam a forma de uma história em quadrinhos com traços de Luli Penna em novo livro lançado pela Editora Caixote. As duas mulheres inspiradoras que encontraram diferentes caminhos para lidar com as incertezas do cotidiano são as convidadas de Helena Galante para o episódio #89 do podcast Jornada da Calma. 

“A música nasceu de uma atitude interna que eu sempre tive. Se é pra falar de dor, tudo bem. Mas sempre oferecendo um tipo de saída. Não sou poeta da desesperança”, afirma Alice. “Tinha essa frase ‘a cada mil lágrimas sai um milagre. Um dia assisti um comercial de televisão que ensinava a receita de soro. A apresentadora falava que precisava de sal e açúcar e você ficava sabendo que estava certo porque o sabor era o sabor da lágrima, daí veio tudo”, lembra Alice. “Milágrimas é um mantra, te possibilita sentir a dor e dizer que ela vai passar”, completa Luli. A catarse emocional vem no verso final: “Se apesar de banal, chorar foi inevitável, sinta o gosto do sal, gota a gota, uma a uma, duas, três, dez, cem mil lágrimas, sinta o milagre. A cada mil lágrimas sai um milagre.”

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