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Paulistana abre ateliê de flores para ajudar refugiados

Jovem de 19 anos inaugurou espaço em Alto de Pinheiros com objetivo de financiar causa humanitária

Por Daniela Giorno Atualizado em 20 set 2019, 19h32 - Publicado em 20 set 2019, 18h37

A paulistana Gabriela Shapazian, de 19 anos, que se dedica à causa dos refugiados, acaba de abrir um espaço físico, em parceria com sua mãe, Kety, 52, para vender flores em Alto de Pinheiros. O ateliê, chamado Flores para os Refugiados, tem como objetivo financiar o trabalho humanitário internacional da jovem.

Desde de 2015, ela acompanha intensamente o tema. Em dezembro daquele ano, resolveu viajar para a ilha grega de Lesbos, na companhia da mãe. Foram passar dez dias e, no fim, acabaram, por 45 dias, trabalhando com o recebimento de barcos carregados de crianças e adultos sírios.

Ajudavam com a distribuição de alimentos e roupas e separavam doações. Gabriela só voltou ao Brasil para terminar o ensino médio. “A motivação são as pessoas. Tem muita coisa a ser feita”, diz. Desde então, não parou mais. Ela passa em média seis meses do ano na Grécia. Foram mais de dez viagens. Eventualmente, para na Turquia e na Sérvia para trabalhar também.

Em 2016, mãe e filha começaram a ajudar refugiados aqui no Brasil. Kety ganhou flores de uma síria como forma de agradecimento. Foi aí que surgiu a ideia de vendê-las. Iniciou em semáforos na região de Pinheiros, depois passou a participar de bazares e eventos na cidade e, por fim, se dedicou a um negócio.

Elas transformaram a casa onde moram na Zona Oeste em um lindo ateliê, com visitas apenas com hora marcada. Ali, rolam eventos, workshops e venda de flores sob encomenda. Os arranjos são únicos e naturais. Há vasos com opções secas ou frescas. Os preços variam de 200 a 750.

Existe a opção de fazer assinatura e receber um produto toda semana. O valor para os tamanhos médios é 400 reais e 520 reais para os grandes.

Flores para os Refugiados. Tel. 98255-6688

Arranjos são feitos sob encomenda: os valores variam de 200 a 750 reais Kety Shapazian/Divulgação

 

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Gabriela Shapazian, 19 anos, floricultura para ajudar refugiados Divulgação/Veja SP
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